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Burj Khalifa: o prédio de quase 1 km de altura

Por Da Redação 9 jan 2010, 02h48

Nos últimos quinze anos, o mundo viveu uma corrida pela construção de prédios cada vez mais altos. A maioria desses recordistas fica na Ásia, em países ávidos por chamar a atenção do mundo e atrair investimentos, como China, Malásia e Taiwan. Na semana passada, foi a vez de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entrar na briga com a inauguração da estrutura mais alta já erguida pelo homem � o edifício Burj Khalifa.

Com 828 metros de altura, o prédio supera em 320 metros o campeão anterior, o Taipei 101, localizado em Taiwan. A altura do Burj Khalifa é maior que a altitude da cidade de São Paulo em relação ao nível do mar � 750 metros. A nova torre tem vários outros superlativos. Entre eles estão o mirante mais alto do planeta (no 124º andar) e o elevador que percorre a maior distância no mundo (504 metros, do térreo ao 138º andar).

As dimensões espantosas do Burj Khalifa suscitam uma questão: considerando-se os recursos da engenharia moderna, haverá um limite de altura na construção de um edifício? Segundo os engenheiros ouvidos por VEJA, entre eles o americano William Baker, um dos projetistas do Burj Khalifa, esse limite é hoje de 1,2 quilômetro. Num futuro próximo, com o advento de novas tecnologias, essa marca poderá ser facilmente superada.

Um dos principais desafios na construção do Burj Khalifa era como neutralizar a ação do vento na área mais elevada da torre. Em Dubai, a quase 1 quilômetro de altura, ele pode chegar a 150 quilômetros por hora � o equivalente a um furacão de nível 1. O engenheiro Baker explica o princípio que rege a construção do Burj Khalifa: “Sua fundação tem o formato de um Y deitado. As pontas do Y funcionam como escoras para o centro da torre, mantendo o prédio firme. O princípio é semelhante ao de um tripé. Por mais que o vento incida sobre uma das faces do prédio, as outras duas lhe dão sustentação”.

Leia a reportagem completa na edição de VEJA desta semana

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