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Bruxelas tem plena confiança no novo governo da Espanha

Conservador Mariano Rajoy foi derrubado pelo socialista Pedro Sánchez, que se tornou o novo primeiro-ministro do país

Por Da Redação - 1 jun 2018, 13h51

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, tem total confiança no novo governo da Espanha, disse a porta-voz da instituição em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (01).

“Ele enviou (ao primeiro-ministro Pedro Sánchez) uma carta de felicitações declarando sua confiança de que o governo espanhol irá continuar a contribuir de maneira construtiva a uma União Europeia mais forte e unida”, disse Mina Andreeva.

A porta-voz acrescentou ainda que Bruxelas tomou nota do compromisso de Sánchez de “não modificar o orçamento de seu antecessor”.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, enfatizou, em outra carta de felicitações, que a “unidade europeia é agora mais necessária do que nunca” e desejou boas-vindas a Sánchez na próxima cúpula de chefes de Estado e de Governo do bloco em junho.

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Com o apoio de uma intrincada maioria, o líder socialista Pedro Sánchez derrubou nesta sexta-feira (1º) o conservador Mariano Rajoy e se tornou o novo primeiro-ministro da Espanha.

Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), reuniu o apoio da maioria dos deputados do Parlamento (180 de 350) para a moção de censura, apresentada depois que a Justiça condenou o Partido Popular (PP) de Rajoy em um caso de corrupção.

Ao assumir o cargo, o atual secretário-geral do PSOE se tornará o sétimo presidente do Governo desde a restauração da democracia, em 1977, e sucederá seu adversário político com quem teve uma relação fria e distante, exceto a postura comum contra o processo separatista da Catalunha.

No primeiro processo eleitoral do qual ambos participaram, em 2015, Sánchez chegou a dizer que o rival não era um político “decente”, por causa dos casos de corrupção protagonizados nos últimos anos por políticos do Partido Popular (PP).

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Alemanha

A Alemanha também se pronunciou sobre a troca de governo na Espanha e cobrou um governo estável no país. “Nós esperamos um governo estável em Madri”, disse o porta-voz Steffen Seibert, quando perguntado sobre a situação no governo espanhol.

Também nesta sexta-feira, o Tribunal Regional Superior de Schleswig-Holstein, na Alemanha, solicitou a extradição do ex-presidente catalão Carles Puigdemont à Espanha por rebelião e desvio de fundos públicos e pediu à Audiência Territorial a detenção do político por considerar que existe o risco de fuga.

Puigdemont foi preso em março devido a um mandado de prisão emitido por Madri enquanto entrava na Alemanha, depois de deixar a Espanha pela Bélgica.

O governo espanhol, ainda sob o controle de Rajoy, destituiu o governo regional da Catalunha, liderado por Puigdemont, após uma declaração de independência que seguiu um referendo proibido pelo governo central no dia 1º de outubro de 2017.

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Madri tem bloqueado todas as tentativas de independência em tribunais, citando a Constituição espanhola que diz que a Espanha é indivisível.

(Com Reuters, AFP e EFE)

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