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Breivik pode receber visitas na prisão a partir desta terça

Encontros acontecerão em sala com parede de vidro e na presença de oficial

Por Da Redação 10 jan 2012, 08h39

O ultradireitista norueguês Anders Behring Breivik, autor confesso do duplo atentado que deixou 77 mortos na Noruega no ano passado, poderá receber visitas na prisão de Ila a partir desta terça-feira, já que chegou ao fim a proibição vigente há cinco meses. A polícia norueguesa se recusou a pedir aos tribunais o prolongamento da proibição, que terminou à 0h, ao considerar que as visitas não interferirão na investigação.

Entenda o caso

  1. • No dia 22 de julho, dois ataques coordenados espalham pânico pela capital norueguesa, Oslo, deixando 77 mortos.
  2. • No primeiro, um carro-bomba explodiu no distrito governamental atingindo a sede do governo e matando oito pessoas.
  3. • Pouco tempo depois, um homem invade a ilha de Utoya e atira a esmo contra um acampamento da juventude social-democrata, matando 69 pessoas.
  4. • O norueguês ultradireitista Anders Behring Breivik, de 32 anos, é preso e assume a autoria dos atentados.

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Contudo, a direção da penitenciária onde Breivik está em prisão preventiva, que assumiu a responsabilidade sobre as visitas e as comunicações, já advertiu que serão tomadas medidas especiais de controle por ele estar submetido a um regime de segurança máxima. Os encontros acontecerão em uma sala com uma parede de vidro e na presença de um funcionário, sendo que as conversas serão gravadas. Como os demais réus, Breivik só poderá receber uma visita por semana.

Inicialmente, Breivik se mostrou favorável a receber visitas, mas, em seu último encontro com seus advogados, mudou de opinião e disse que quer concentrar seus esforços no julgamento, previsto para começar em 16 de abril. “Ele quer ter a oportunidade de estudar todas as solicitações que chegarem, mas a princípio não deseja visitas”, afirmou Vibeke Hein Baera, uma de suas advogadas.

A direção do presídio de Ila, a oeste de Oslo, assumirá ainda a partir desta terça-feira a responsabilidade sobre as cartas enviadas a Breivik, que há um mês já pode ler jornais, escutar rádio e ver televisão.

(Com agência EFE)

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