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Breivik não recorrerá da sentença se for declarado culpado

Por Da Redação 24 Maio 2012, 12h11

Copenhague, 24 mai (EFE).- O ultradireitista Anders Behring Breivik, autor confesso dos atentados do último dia 22 de julho na Noruega, nos quais morreram 77 pessoas, afirmou nesta quinta-feira no julgamento em Oslo que não recorrerá da sentença se for declarado penalmente responsável por seus atos.

‘Na realidade não há nenhum motivo para apelar se me declararem penalmente responsável. Portanto a questão de se haverá apelação ou não caberá apenas ao juiz’, declarou Breivik no final da audiência de hoje, segundo informam vários sites noruegueses.

Breivik já deixou claro desde antes do início do julgamento que seu objetivo é ser declarado penalmente responsável pelos atos e, embora solicite a absolvição ao considerar que atuou em uma situação de ‘necessidade’, em defesa de seu país, assume que nesse caso o tribunal poderia condená-lo à pena máxima.

O primeiro estudo ao qual Breivik foi submetido o considerou um doente mental que se encontrava em estado psicótico quando cometeu os atentados, por isso que, segundo as leis norueguesas, não poderia ser condenado a penas de prisão, mas deveria receber tratamento em um hospital psiquiátrico.

Outro relatório realizado posteriormente por uma equipe diferente de psiquiatras concluiu, no entanto, que, apesar de padecer de problemas psíquicos, o ultradireitista não se encontrava em estado psicótico e que deve ser considerado penalmente responsável.

As duas equipes de psiquiatras deverão apresentar seus relatórios na fase final do julgamento, na terceira semana de junho, completados com as observações tomadas ao longo do processo.

Em seguida, a promotoria decidirá que tipo de pena solicitará para Breivik.

O ultradireitista norueguês de 33 anos detonou no dia 22 de julho um carro-bomba no recinto de edifícios governamentais de Oslo, causando a morte de oito pessoas.

Logo depois se dirigiu à ilha de Utoeya, ao oeste da capital, onde assassinou com disparos indiscriminados outras 69 pessoas. EFE

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