Clique e assine a partir de 8,90/mês

Brasileiro contou à polícia como assassinou parentes na Espanha

Patrick Nogueira Gouveia tinha 'ódio incontrolável', disseram autoridades espanholas

Por Da redação - 24 out 2016, 18h26

O jovem brasileiro acusado do assassinato de quatro parentes em Pioz, na Espanha, confessou ter sucumbido a um “ódio incontrolável” do tio, segundo os investigadores, que afirmaram que, após o crime, ele seguiu tranquilamente com sua vida.

Os investigadores da Guarda Civil realizaram uma coletiva de imprensa para declarar o caso “policialmente fechado” e fornecer detalhes dos assassinatos cometidos por François Patrick Nogueira Gouveia, que esquartejou seus tios e matou os dois primos, de 1 e 4 anos de idade.

Segundo o jornal El País, Patrick matou as quatro vítimas da mesma forma: cravou uma faca no pescoço deles, rompendo com precisão a artéria aorta e a jugular, o que provoca a perda rápida de muito sangue. O assassino contou que matou a mulher de seu tio, Janaina Santos Américo e, na sequência, matou depois as crianças. Ele então esperou seu tio, Marcos Campos, chegar do trabalho e o atacou antes que ele  pudesse reagir. O método foi “mais típico de um assassino profissional do que de um rapaz de 20 anos”, segundo os investigadores.

Por fim, Patrick usou uma faca maior para cortar os corpos dos adultos e, em seguida, colocou-os em seis sacos plásticos. Ainda segundo a publicação espanhola, seu DNA foi encontrado nas facas usadas no crime, nos sacos plásticos, e em gostas de suor no chão da casa. A investigação descobriu ainda que o celular de Patrick indicava sua presença em Pioz na tarde de 17 de agosto e na manhã seguinte. 

Na sexta-feira, Patrick Gouveia foi indiciado e preso sem a possibilidade de fiança.

Continua após a publicidade

O comandante da Guarda Civil, Juan Jesús Reina, disse que o jovem de 19 anos confessou que tinha “um ódio incontrolável” e “um desejo de matar e que inclusive estava consciente dele” quando foi à casa de seus familiares em Pioz no dia do crime. “Patrick sabia claramente o que estava fazendo”, tanto que carregava sacos plásticos, fita isolante e uma navalha, detalhou Reina. “Ele nos fala a todo momento que não está louco”, contou o oficial, que o descreveu como uma pessoa solitária, egocêntrica e narcisista, propensa a beber e a fumar.

Depois de esquartejar os dois adultos, colocar seus corpos em sacos plásticos e limpar a cena do crime, Patrick tomou banho, descansou por algumas horas e partiu na manhã seguinte para retornar a sua “vida normal”, disse Reina.

A arrepiante cena do crime foi descoberta um mês mais tarde, quando um vizinho alertou devido ao mau cheiro. Na ocasião, o jovem viajou apressadamente ao Brasil. Na quarta-feira passada, porém, retornou voluntariamente à Espanha e se entregou.

Embora o motivo do crime ainda não esteja claro, segundo Reina o jovem sentia uma animosidade pelo tio, a quem insultou diante de várias testemunhas.

Reina acrescentou que há detalhes que Patrick não confessou, provavelmente porque não quer que sua família conheça “a monstruosidade que fez”.

(Com AFP)

Continua após a publicidade
Publicidade