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Brasileira é encontrada morta em rio na Austrália

Polícia local investiga suposto ex-namorado de Cecilia Haddad - ele teria voltado ao Brasil

A polícia da Austrália investiga a morte da brasileira Cecilia Haddad, de 38 anos, cujo corpo foi encontrado em um rio na cidade de Sydney no domingo, 29.

Segundo nota das autoridades locais, o corpo foi localizado por canoístas na beira do rio Lane Cover, 24 horas após seus amigos terem denunciado seu desaparecimento à polícia.

De acordo com a emissora local ABC News, a polícia investiga um homem que seria ex-namorado da brasileira. Ele esteve em Sydney no último final de semana e depois viajou para o Brasil.

Cecilia trabalhava para uma mineradora no Estado de Austrália Ocidental antes de se mudar, em 2016, para o subúrbio de Ryde, em Sydney, onde trabalhava como gerente em uma transportadora.

Segundo a polícia, a brasileira foi vista pela última vez em um churrasco, na noite de sexta-feira (27). No sábado de manhã, falou com amigos pelo telefone, mas depois disso faltou nos compromissos que havia marcado e ninguém mais a viu.

“Fomos informados de que seu veículo foi visto fora de sua casa no sábado à tarde”, afirmou o inspetor da unidade de homicídio da polícia local, Ritchie Sim, em entrevista coletiva. “Estamos muito interessados em falar com alguém que possa ter visto o carro dela depois desse horário”, completou.

Na tarde de domingo, a polícia encontrou seu carro, um Fiat 500 vermelho, na estação de trem West Ryde, localizada a cerca de 10 quilômetros de onde seu corpo foi achado.

Cecilia tinha uma vida social ativa e um grande círculo de amigos em Sydney, segundo a polícia. De acordo com a ABC News, ela também trabalhava como voluntária para a plataforma online Hireup, que encontra trabalho para pessoas com deficiência, desde agosto do ano passado.

Ainda segundo a emissora, a brasileira era formada pela PUC-Rio e pela  Universidade da Tasmânia. Os resultados da autópsia realizada ainda não foram divulgados.

Segundo o Itamaraty, o Consulado-Geral do Brasil em Sydney acompanha o caso e “mantém contato com seus familiares e com a polícia de New South Wales”.