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Brasil rejeita proposta das Farc para discutir conflito na Unasul

Terroristas queriam 'expor sua visão' em encontro da organização

O Brasil não vai interferir na proposta apresentada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para que o conflito com o governo colombiano seja discutido na União de Nações Sul-Americanas (Unasul). A afirmação é do assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

“Este problema tem de ser resolvido no âmbito da Colômbia, a nossa opinião é de que a Unasul só deve intervir depois, para ajudar, mas a pedido do governo colombiano”, disse Garcia, após almoço no Itamaraty em homenagem ao presidente da Guiné Bissau, Malam Bacai.

Na última segunda-feira, o governo colombiano rejeitou categoricamente a proposta das Farc. O vice-presidente, Angelino Garzón, avisou que os guerrilheiros devem liberar todos os reféns e abandonar o terrorismo, se quiserem iniciar negociações de paz com o governo do presidente Juan Manuel Santos. Garzón também recusou a participação de intermediários para resolver o conflito.

Proposta – Com o discurso de que têm “vontade de buscar a solução política” para o conflito colombiano, as Farc pediram uma reunião para “expor sua visão”. Em carta aberta escrita pelo Secretariado do Estado Maior Central do grupo, os terroristas dizem que “o drama humanitário da Colômbia pede a mobilização da solidariedade continental” e que “a obsessão oligárquica por dominar a guerrilha militarmente há 46 anos e a execução dos planos de Washington causaram inúmeros massacres.”

Em julho, o chefe da guerrilha, Guillermo León Sáenz, conhecido como Alfonso Cano, já havia proposto ao governo uma conversa “para superar a terrível situação” que o país vive.”

As Farc, fundadas em 1964, têm um dos exércitos mais poderosos e ricos do mundo e usa a luta armada para aterrorizar a população.

(Com Agência Estado)