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Brasil pede que Guaidó volte “sem incidentes” à Venezuela

Governo defende que Juan Guaidó volte à Venezuela sem que seus direitos sejam violados após realizar um tour pela América Latina

Por EFE - 2 Mar 2019, 18h33

O governo federal defendeu neste sábado que o chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do país, possa voltar ao território venezuelano sem incidentes e sem que seus direitos sejam violados após realizar um tour pela América Latina.

“O governo brasileiro, ao rechaçar as intimidações e ameaças do regime (Nicolás) Maduro contra o Presidente Encarregado da Venezuela, Juan Guaidó, e sua família, manifesta a expectativa de que sua volta à Venezuela ocorra sem incidentes”, escreveu o Ministério de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em comunicado.

O Itamaraty também disse na nota esperar que “os direitos e a segurança do presidente Guaidó, de seus familiares e dos seus assessores sejam plenamente respeitados por aqueles que ainda controlam o aparelho de repressão do regime”.

Ontem, o ministro de Relações Exteriores já tinha afirmado que o Brasil considera como “completamente absurda” a possível prisão de Guaidó quando ele voltar à Venezuela. “Esperamos que isso não ocorra”, disse Araújo a jornalistas.

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Guaidó foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro na quinta-feira. Depois, partiu rumo a Argentina, Paraguai e terminou a viagem no Equador, de onde deve partir de volta para a Venezuela.

Segundo o chanceler brasileiro, caso a prisão ocorra, o governo federal estudará as medidas que irá adotar contra Maduro. No entanto, qualquer proposta passará antes pelo Grupo de Lima.

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