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Brasil fornecerá US$ 7,5 mi à agência da ONU para refugiados palestinos

Jerusalém, 15 dez (EFE).- O Brasil vai fornecer US$ 7,5 milhões para apoiar à agência da ONU para os refugiados palestinos, a UNRWA, a maior contribuição já feita por um país latino-americano ao organismo.

‘Brasil está muito preocupado com a situação humanitária em Gaza. Acreditamos que a missão da UNRWA é essencial para atender às necessidades dos refugiados palestinos’, disse a embaixadora brasileira na Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ligia Maria Scherer, ao fazer nesta quinta-feira o anúncio da doação em Gaza.

No evento, o responsável da UNRWA, Filippo Grandi, falou ‘emocionado’ sobre a contribuição do Brasil. Grandi destacou a ‘crescente influência global’ que o país exerce.

‘(A ajuda) não só proporciona apoio direto aos necessitados, mas demonstra que os refugiados seguem sendo uma preocupação global e seguirão recebendo apoio por parte do conjunto da comunidade internacional’, ressaltou Grandi.

O anúncio foi feito em ato por ocasião de outra contribuição brasileira, de US$ 960 mil, em apoio à distribuição de alimentos e material educativo em Gaza.

A escola feminina preparatória do bairro de Rimal foi palco da cerimônia, que contou com a participação de brasileiros residentes na faixa, assim como alunas do centro e seus pais.

No ano passado, o Brasil contribuiu com a UNRWA no valor de US$ 200 mil para o fundo geral, destinado à manutenção de escolas e clínicas, pagamento de salários e distribuição de ajuda, e outros US$ 500 mil em resposta ao chamado específico para Nahr al-Bared, um campo de refugiados palestinos no Líbano.

A agência foi criada em 1949 para auxiliar os 750 mil palestinos que fugiram ou foram expulsos de suas terras pelas milícias judias e posteriormente pelo Exército israelense entre 1947 e 1949.

Nesta quinta-feira, Jordânia, Síria e Líbano acolhem o grosso dos refugiados e seus descendentes. Em Gaza e Cisjordânia vivem apenas 1,8 milhão.

A UNRWA passa nos últimos anos por uma difícil situação econômica, causada principalmente pelo descumprimento de promessas de ajuda e do cansaço dos doadores diante de um problema longe de uma resolução. EFE