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Brasil e EUA manterão diálogo sobre suspensão de venda de aviões

Por Da Redação - 2 mar 2012, 16h01

Brasília, 2 mar (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o subsecretário de Estado dos Estados Unidos, William Burns, acertaram nesta sexta-feira manter ‘o diálogo aberto’ sobre a decisão americana de suspender a compra de 20 caças brasileiros, informaram fontes oficiais.

Burns foi recebido por Patriota em Brasília e, segundo explicou o porta-voz do Itamaraty, Tovar Nunes, um dos assuntos tratados foi a decisão da Força Aérea americana de suspender essa operação por supostos problemas na documentação apresentada pela Embraer, fabricante dos aparatos.

Durante a reunião, Patriota ‘reiterou a surpresa que a decisão causou no Brasil’, uma atitude que o governo de Dilma Rousseff considerou ‘equivocada’, sobretudo pelas relações que existem entre os dois países, em particular na área de Defesa, disse o porta-voz.

‘Quando se tem uma relação privilegiada como a que existe entre Brasil e Estados Unidos, tanto no setor de Defesa como em muitas outras áreas, não se espera este tipo de surpresa’, indicou.

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Segundo Nunes, Burns reiterou que os Estados Unidos consideram que os aviões Super Tucano, objeto da operação, são aeronaves ‘de primeira linha’ e que a decisão será ‘revisada’, mas não esclareceu se isso significa que o negócio será finalmente concretizado.

A Embraer venceu em dezembro uma licitação para um contrato de US$ 355 milhões para a venda de 20 caças aos EUA, que seriam utilizados no Afeganistão.

O processo foi questionado pelo fabricante americano Hawker Beechcraft, que alertou para perda de empregos nos Estados Unidos que a operação causaria, em meio à campanha para as eleições presidenciais. Em seguida, a venda foi suspensa por supostos problemas na documentação.

Nunes explicou que Patriota e Burns resolveram manter ‘aberto um canal de diálogo’ sobre o assunto, que poderia ser tratado inclusive durante a visita que a presidente Dilma fará a Barack Obama no próximo dia 9 de abril.

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A reunião entre Burns e Patriota serviu também para começar a preparar esse encontro, que terá um forte caráter comercial e de negócios. Na ocasião da viagem também serão realizadas diversas reuniões entre empresários de ambos os países, disse o porta-voz.

Nunes destacou que os EUA recuperam em janeiro o posto de primeiro parceiro comercial do Brasil, que tinham perdido para a China, e disse que tanto Brasília como Washington estão decididos a fomentar uma expansão ainda maior da troca bilateral.

O representante indicou que Burns também manifestou o interesse dos Estados Unidos em atrair investimentos brasileiros, sobretudo nas áreas de Energia e Telecomunicações, o que deverá ser tratado durante o encontro entre Obama e Dilma. EFE

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