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Brasil deve intensificar luta antidrogas na Bolívia, dizem EUA

Afirmação se baseia na estimativa de que 60% das drogas que entram no Brasil vem do país vizinho

Por Da Redação - 15 jul 2012, 13h52

O Brasil deve assumir uma responsabilidade maior na luta antidrogas na Bolívia, já que 60% da cocaína boliviana termina em território brasileiro, afirmou neste domingo o encarregado de negócios dos Estados Unidos em La Paz, ohn Creamer. Os 40% restantes são traficados para a Argentina (20%) e Chile (20%).

“Sob o princípio de responsabilidade compartilhada, cabe ao Brasil assumir maior participação porque é o principal mercado para a cocaína boliviana”, afirmou Creamer, funcionário americano de maios alto escalão diplomático em La Paz. Ele acrescentou que, para os Estados Unidos, “a droga que sai da Bolívia não é um problema, já que menos de 1% das apreensões feitas em meu país são de procedência boliviana. E 95% continuam sendo cocaína proveniente da Colômbia”.

Dos 60% da cocaína da Bolívia que chega ao Brasil, cerca da metade permanece no país e o restante termina na Europa. A Bolívia é o terceiro produtor mundial de cocaína, depois de Peru e Colômbia, segundo a ONU. A produção boliviana da drogra é estimada em 115 toneladas por ano, enquanto o governo americano consegue apreender cerca de 29 toneladas, das quais entre 40% e 50% são de procedência peruana.

A principal ajuda antidrogas para a Bolívia vinha dos Estados Unidos, embora tenha diminuído gradualmente, dos 32 milhões de dólares em 2006 aos 10 milhões de dólares neste ano.

(Com agência France-Presse)

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