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Brasil autoriza plano da Chevron para selar vazamento de petróleo

Por Justin Sullivan 15 nov 2011, 11h35

A petroleira americana Chevron foi autorizada pelo Brasil a selar e a abandonar um poço em exploração após um vazamento de petróleo em águas profundas brasileiras, que completa uma semana, informou a Agência Brasil nesta terça-feira.

Localizado a 1.200 metros de profundidade, o poço será fechado com lama e cimentado em seguida para conter o vazamento de ao menos 400 barris diários de petróleo, segundo um plano aprovado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), informou o órgão estatal de informação.

A emergência teve início na terça-feira, quando a Chevron realizava trabalhos de perfuração perto do Campo Frade, 370 km a nordeste da costa do Rio de Janeiro. A região concentra a maior atividade petroleira do Brasil.

O vazamento produziu uma mancha que alcança cerca de 163 km2 e está a 120 km do litoral, segundo a Agência Brasil.

Devido à situação, a Chevron suspendeu na semana passada as atividades de perfuração em Frade e esperava a autorização do governo para realizar um procedimento que permita conter o vazamento e selar o poço.

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Ao mesmo tempo, implementou uma operação de emergência para lutar contra o vazamento, no qual cerca de 17 navios participam, informou a petroleira em um comunicado divulgado na segunda-feira.

Os barcos “estão trabalhando de forma ininterrupta no suporte de sua operação, que inclui a utilização de bóias de contenção” e “técnicas de recuperação” do petróleo, acrescenta o texto.

O governo de Dilma Rousseff pediu em dias anteriores uma “rigorosa investigação das causas do acidente”. Nenhuma autoridade ou organismo ambiental informaram sobre o impacto do vazamento.

“A Chevron calcula que estão sendo lançados no oceano Atlântico de 400 a 650 barris por dia. No entanto, segundo a ANP, o derramamento é menor, de 200 a 300 barris diários”, indicou a Agência Brasil.

O Brasil descobriu nos últimos cinco anos gigantescas reservas de petróleo e de gás em águas muito profundas (até 7 mil metros) no oceano Atlântico, sob uma espessa camada de sal, cuja exploração requer enormes investimentos.

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