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Brasil ameaça Argentina com represálias se mantidas barreiras à carne suína

Rio de Janeiro, 19 abr (EFE).- O Brasil pode dificultar a entrada de produtos a partir da Argentina em caso de o país vizinho manter as restrições à carne suína brasileira, declarou nesta quinta-feira o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.

Em entrevista concedida a uma rádio, o ministro ameaçou com represálias caso fracassem as atuais negociações entre Brasil e Argentina para superar as barreiras desse país à carne suína.

‘Eu disse ao ministro (Norberto Yauhar, de Agricultura argentino) que a negociação está caminhando muito bem, mas que tem de seguir assim e terminar com a liberação de nossa carne. Em caso contrário, vamos começar a dificultar a entrada de produtos argentinos’, afirmou Mendes Ribeiro Filho.

‘Isso (as represálias) não faz bem ao Brasil nem à Argentina e também não é o que quer a presidente Dilma Rousseff’, acrescentou.

Conforme o ministro, as negociações entre os dois países prosseguirão nesta mesma, com uma reunião entre o ministro da Agricultura argentino, Norberto Yauhar, e o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Enio Cordeiro.

O ministro reivindicou que cerca de 3 mil toneladas de carne suína brasileira estão retidas na fronteira com a Argentina pelos impedimentos que esse país impõe às importações.

‘Queremos uma relação muito cordial e respeitosa com o país vizinho e, para isso, queremos o restabelecimento do comércio de nossa carne suína’, ressaltou o ministro.

A carne suína brasileira é um dos setores mais afetados pelas restrições que a Argentina impôs às importações de diferentes produtos, inclusive aos procedentes de seus sócios no Mercosul (Brasil, Paraguai e Uruguai).

As divergências entre os dois países por restrições comerciais surgiram no início do ano passado quando a Argentina impôs licenças não automáticas para a importação de diferentes produtos.

O Brasil respondeu inicialmente com restrições às importações de automóveis e peças de veículos procedentes da Argentina, mas os dois países se comprometeram em flexibilizar as normas após diferentes negociações. EFE