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Braço filipino do EI exige R$ 240 milhões para libertar 3 reféns estrangeiros

O grupo islamita filipino Abu Sayyaf, que jurou lealdade ao Estado Islâmico (EI), pediu um resgate de 63 milhões de dólares (240 milhões de reais) para libertar os três estrangeiros que sequestrou em setembro, informou nesta quinta-feira a imprensa local. O governo das Filipinas insiste na política oficial de não ceder às extorsões dos grupos armados enquanto tenta a libertação dos reféns.

Os sequestrados são os cidadãos canadenses John Ridsdel e Robert Hall, o norueguês Kjartan Sekkingsta e a filipina Marites Flor, mulher de Hall, que foram capturados pelo grupo radical no dia 21 de setembro em um complexo hoteleiro da ilha de Samal, no sul do país. Os reféns pedem ajuda às autoridades e transmitem as exigências dos sequestradores em um vídeo publicado através do YouTube nesta semana passada.

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Ridsdel, com um facão no pescoço, pede para as autoridades canadenses pagarem o resgate o “quanto antes possível” porque sua vida corre grave perigo. Os reféns aparecem rodeados por uma dúzia de homens fortemente armados, a grande maioria com os rostos cobertos, e uma bandeira de EI no fundo. O Abu Sayyaf, que apoiou publicamente o EI em 2014, tem outros três estrangeiros sequestrados, um coreano e dois malaios.

O grupo terrorista foi criado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a antiga União Soviética e a ele é atribuído alguns dos atentados mais sangrentos dos últimos anos nas Filipinas, além de vários sequestros com os quais se financia.

(Da redação)