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Braço direito de Kim Jong-un viaja para os Estados Unidos

O general Kim Yong Chol está a caminho de Nova York para negociar a cúpula do dia 12 entre Kim e Trump, confirmou o presidente americano

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, mandou um de seus principais tenentes para os Estados Unidos, enquanto Washington e Pyongyang continuam a negociar uma cúpula em 12 de junho entre os dois países. O general Kim Yong Chol, frequentemente descrito como o braço direito do líder norte-coreano, está a caminho de Nova York como parte dos preparativos para o encontro.

No Twitter, Trump confirmou a ida do general aos Estados Unidos e disse que os movimentos mais recentes da Coreia do Norte são uma “sólida resposta à minha carta”, divulgada na semana passada quando o presidente americano cancelou o encontro com Kim Jong-un.

“Unimos uma grande equipe para as nossas conversas com a Coreia do Norte. As reuniões estão ocorrendo atualmente a respeito da Cúpula, e mais. Kim Young Choi, o vice-presidente da Coréia do Norte, indo agora para Nova York. Resposta sólida à minha carta, obrigado!”, diz o tuíte.

As negociações entre as autoridades americanas e norte-coreanas continuaram na Zona Desmilitarizada intercoreana nesta terça-feira (29). Os Estrados Unidos sinalizaram que pretendem estender sua campanha de máxima pressão sobre Pyongyang no caso de os dois lados não conseguirem chegar a um acordo sobre a desnuclearização da Península Coreana.

Na segunda-feira (28), os Estados Unidos suspenderam a aplicação de várias sanções econômicas contra a Coreia do Norte, que já estavam prontas para entrar em vigor, para aguardar o resultado das negociações bilaterais sobre a realização da reunião entre os presidentes. Segundo o The Wall Street Journal, as sanções estavam previstas para serem aplicadas hoje.

O encontro entre Trum e Kim foi inicialmente marcado para 12 de junho, em Singapura. Mas, diante de atritos verbais de ambos os lados, Trump a cancelou na semana passada, anunciou a imposição de novas sanções em breve e ameaçou usar força militar contra a Coreia do Norte. No dia seguinte, porém, Trump abriu a possibilidade de o encontro voltar a ocorrer e a Casa Branca confirmou que realizaria conversas com a Coreia do Norte para salvar a cúpula.

(Com Estadão Conteúdo e EFE)