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‘Braço-direito’ de Bo Xilai é condenado a 15 anos de prisão

Estopim do maior escândalo político da China nas últimas duas décadas, o ex-chefe de polícia Wang Lijun escapou da pena máxima de 20 anos de cadeia

Por Da Redação 24 set 2012, 00h59

O Tribunal Intermediário de Chengdu, na China, condenou nesta segunda-feira a 15 anos de prisão o ex-chefe de polícia Wang Lijun, antigo “braço-direito” do ex-dirigente de alto escalão chinês Bo Xilai. Wang foi o estopim do maior escândalo político da China nas últimas duas décadas, que culminou com o afastamento de Bo da cúpula do Partido Comunista e na condenação de sua mulher, Gu Kailai, por envolvimento no homicídio do empresário britânico Neil Heywood.

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O julgamento de Wang terminou na última sexta-feira, mas o veredicto só foi anunciado agora. Ele era acusado de quatro crimes: deserção, manipulação da lei em seu próprio benefício, abuso de poder e corrupção. Segundo a agência estatal Xinhua, Wang foi considerado culpado de todas as acusações. O ex-policial, no entanto, escapou da pena máxima de 20 anos, pois os promotores consideraram que ele colaborou nas investigações.

A pena de 15 anos inclui nove anos por corrupção, sete por manipulação da lei, dois por deserção e dois por abuso de poder, afirmou a TV estatal. “A sentença é considerada normal dentro da avaliação do alcance da punição segundo a lei chinesa”, declarou o advogado de Wang Lijun, Wang Yuncai.

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O caso – Ex-chefe de polícia de Chongqing quando Bo Xilai era secretário-geral do Partido Comunista chinês na cidade, Wang Lijun detonou o maior escândalo político do país nos últimos anos depois de ter se refugiado no consulado dos EUA em Chengdu, em 6 de fevereiro deste ano.

Três dias depois, ele deixou a legação diplomática americana “por vontade própria”, segundo a imprensa estatal chinesa. No mesmo dia, foi publicada uma carta atribuída a Wang na qual ele denunciava Bo Xilai por corrupção e ligação com o crime – na época, Bo era um dos políticos com maior projeção na China e, desde então, caiu em desgraça política.

Wang Lijun que também sugeriu que a morte do empresário britânico Neil Heywood, em novembro de 2011, em Chongqing, não tinha sido um acidente. Após as denúncias, Bo Xilai foi destituído de seu cargo e, quase de forma simultânea, sua esposa, Gu Kailai, foi acusada pelo homicídio de Heywood – mês passado, ela foi condenada à pena de morte pelo assassinato, mas teve a pena suspensa por um período de dois anos, punição que na China costuma resultar na prisão perpétua.

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(Com agência EFE)

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