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BP prepara teste em poço para verificar nova tampa

Após adiamento, petroleira inicia processo que deve durar até 48 horas

Por Da Redação - 15 jul 2010, 10h54

Depois de 24 horas de adiamento, a empresa British Petroleum (BP) iniciou os preparativos para um teste de pressão que vai verificar se uma nova tampa poderá interromper o vazamento de um poço de petróleo no Golfo do México. As válvulas do dispositivo serão fechadas gradualmente para reduzir o fluxo do petróleo que vaza na região desde abril. O processo deve durar até 48 horas.

O objetivo dos testes é avaliar se o petróleo vai vazar de outras áreas quando as válvulas forem fechadas. Para isso, a BP vai monitorar a pressão no poço: se ela for alta, o petróleo terá sido contido. Mas, se os testes mostrarem pressão baixa, poderão indicar que o petróleo está vazando em algum outro lugar do poço. Caso os testes sigam como o planejado, será a primeira vez desde o início do vazamento que o fluxo de petróleo será cortado.

Durante os testes, dois sistemas menores de drenagem serão desligados. Mas a BP advertiu que o resultado é incerto, pois o sistema nunca foi testado em tal profundidade. Se a tampa colocada na segunda-feira não for selada, a BP pretende interromper todo o fluxo de petróleo até meados de julho drenando-o por meio de tubulações até navios na superfície.

Autorização – As autoridades americanas deram a permissão para que a BP realizasse os testes depois de um adiamento na terça-feira, devido a temores de que eles pudessem piorar ainda mais a situação no Golfo. Segundo o comandante da Guarda Costeira dos Estados Unidos, o almirante Thad Allen, há um “sentimento de urgência”, mas ninguém quer cometer um “erro irreversível” e alertou para o excesso de otimismo nesta fase de testes.

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“Um dos problemas é que nós podemos não ter 100% de contenção (do vazamento), mas será bem mais do que temos agora (…). Então esta é uma boa notícia. Seria uma ótima notícia se pudéssemos fechar o poço, mas não acho que podemos afirmar isto. É necessário um excesso de cautela, e não quero dar esperanças a ninguém de que podemos fechar este poço até que tenhamos as leituras de pressão que precisamos, fazer uma leitura sísmica do fundo do mar e tentar entender o máximo que pudermos”, acrescentou.

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