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BP adota cautela e diz que solução final depende de testes

Petroleira afirma que solução atual é intermediária e testes de pressão serão realizados nas próximas 48 horas

O sucesso da contenção do vazamento de petróleo no Golfo do México ainda depende de novos testes de pressão que serão realizados no local. Os engenheiros da British Petroleum começam agora a verificar se a nova tampa que foi colocada no local será capaz de impedir que o petróleo continue vazando, sem que haja uma explosão. Engenheiros vão monitorar as leituras de pressão por até 48 horas antes de reabrir o tampão e decidir o que fazer.

“Estou muito feliz com o fim do vazamento de petróleo no Golfo, mas nós estamos apenas começando os testes. Não quero criar uma falsa sensação de sucesso neste momento”, disse o vice-presidente da petroleira, Kent Wells. Segundo ele, a nova tampa não deve ser a solução final para a tragédia. Os testes continuarão a ser feitos e novas estratégias poderão ser adotadas.

O presidente americano, Barack Obama, saudou o anúncio feito pela BP e classificou a notícia como “um sinal positivo”. Contudo, assim como o vice-presidente da petroleira, Obama adotou um tom de cautela e alertou que o procedimento ainda está no começo.

Procedimento – Nesta quinta-feira, pela primeira vez desde o dia 20 de abril, quando teve início o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos, a BP conseguiu estancar o vazamento de óleo. Os engenheiros da petroleira interromperam o vazamento , ao fecharem todas as válvulas de um novo dispositivo posicionado sobre o duto danificado. O fluxo de petróleo foi interrompido quando a última das três válvulas do gigantesco funil foi fechada por volta das 2h25 locais (16h25 de Brasília) desta quinta-feira. Os engenheiros, contudo, acompanham atentamente a operação para ver se não há retrocesso.

As câmeras instaladas no local, que já mostraram o petróleo jorrando, agora comprovam que o vazamento foi interrompido (veja vídeo abaixo).

O governo americano avalia que o vazamento diário é de 35 mil a 60 mil barris de petróleo, desde que a plataforma Deepwater Horizon da BP explodiu no Golfo do México. No total, a Agência Internacional de Energia (AIE) estima que foram derramados de 2,3 milhões a 4,5 milhões de barris de petróleo na região.

Já se sabe que a solução definitiva para conter o vazamento é a injeção de cimento e barro pesado em um poço alternativo escavado pela empresa. Até lá, se os testes de pressão forem favoráveis, o vazamento será interrompido pela nova tampa.

A petroleira informa que já gastou US$ 3,5 bilhões nas operações em resposta ao vazamento, desde a explosão da Deepwater Horizon.