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Bombas de excremento: a nova arma da oposição na Venezuela

Soldados atingidos pelo artefato chegaram a vomitar de nojo

Por Da redação - Atualizado em 9 maio 2017, 16h20 - Publicado em 9 maio 2017, 15h47

Alguns dos líderes da oposição que organizam as marchas contra o governo de Nicolás Maduro na Venezuela passaram a convocar o uso de uma nova arma contra a polícia e as forças militares do governo: os coquetéis de excremento. Nas redes sociais, os opositores pedem que as pessoas levem bombas com fezes nos protestos, para se defender das bombas de gás lacrimogênio.

O novo artefato começou a ser usado no final de semana, em protestos na cidade de Los Teques, capital do estado de Miranda, a poucos quilômetros de Caracas. Segundo relatos, durante os enfrentamentos a Guarda Nacional Bolivariana foi alvo das bombas. Antes de deixarem o local, alguns soldados chegaram a vomitar de nojo.

Pouco tempo depois do episódio, imagens dos coquetéis e dos soldados sujos já começaram a circular nas redes sociais. Tutoriais de como preparar as bombas, que são basicamente fezes misturadas em água dentro de um recipiente de vidro, também se tornaram populares na internet.

Na segunda-feira, a nova arma já era usada por manifestantes em várias cidades do país, como San Cristóbal, Mérida, Valencia e Caracas. Alguns vidros da bomba foram jogados contra os oficiais da Guarda Nacional com a mensagem “Com muito carinho” afixada. Os cidadãos alegam que este método foi utilizado como contra-ataque à repressão policial e militar.

Antes de as bombas de excrementos, as bombas de tinta também se tornarem populares. Os manifestantes usavam o líquido para dificultar a visão dos policiais. Os protestos na Venezuela contra o governo de Nicolás Maduro e a Assembleia Constituinte convocada por ele já duram quase 40 dias. No total, 36 morreram, vítimas da repressão.

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