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Bombardeios em Alepo obrigam saída de monitores da ONU

Irã 'não permitirá que aliança com Síria no eixo da resistência seja quebrada'

Os observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) deixarão a cidade síria de Alepo temporariamente devido à escalada de violência no território, informou nesta terça-feira o porta-voz dos monitores. Enquanto isso, o ditador sírio, Bashar Assad, reforça seus laços com o Irã com a visita de Salid Jalili, o enviado do Guia Supremo iraniano, Ali Khamenei.

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Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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Os 24 observadores da ONU que estavam em Alepo foram temporariamente retirados depois que bombardeios e ataques de artilharia atingiram a cidade com violência nesta terça-feira. Ao menos 11 pessoas morreram somente durante a manhã de terça, e os ativistas relataram um ‘estado de pânico geral entre os residentes’. A Anistia Internacional divulgou imagens de satélite que mostram mais de 600 crateras provocadas por ataques de artilharia em Alepo.

Aliança – Durante a reunião entre os dois parceiros, Jalili disse que a Síria é uma aliança vital de Teerã e que o governo iraniano não deixará que ela seja quebrada. Para a República Islâmica, a Síria é uma parte essencial de seu ‘eixo de resistência’ às potências ocidentais, em particular os Estados Unidos. A televisão estatal síria mostrou o encontro de Jalili com Assad, na primeira aparição pública do ditador em duas semanas.

“O Irã não vai permitir que o eixo de resistência, do qual considera que a Síria seja uma parte essencial, seja quebrado de qualquer forma”, disse Jalili. “A República Islâmica acredita em uma solução síria baseada no diálogo nacional entre os grupos para resolver os problemas do país, e não considera uma intervenção estrangeira como útil”, completou o enviado. As declarações acontecem após Jalili responsabilizar os EUA pelo sequestro de 48 peregrinos iranianos na Síria.