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Bombardeios do regime sírio já deixaram 2.314 mortos em 2015

Os dados são do Observatório Sírio de Direitos Humanos, que contabilizou mais de 11 mil ataques aéreos do regime de Bashar Assad desde o começo do ano até o final de abril

Por Da Redação 5 Maio 2015, 09h16

A aviação do regime sírio efetuou um total de 11.017 ataques, que causaram 2.314 mortes desde o começo de 2015 até o final de abril, segundo os últimos dados divulgados nesta terça-feira pela ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos. Dos mortos, pelo menos 1.606 eram civis: 369 menores de idade, 255 mulheres e 982 homens.

Além disso, pelo menos 708 combatentes de distintas brigadas rebeldes, como da Frente Nusra, filial síria da Al Qaeda, e do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) perderam a vida. O número de feridos no período foi estimado em 13.000 pessoas. Do total de ataques, 5.934 foram realizados com helicópteros militares, que lançaram barris de explosivos, enquanto 5.083 foram cometidos por aviões militares.

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Os bombardeios ocorreram em treze das catorze províncias sírias. A única que ficou a salvo é Tartus, no noroeste do país, um dos redutos do ditador Bashar Assad, que luta para permanecer no cargo diante do avanço dos rebeldes e de grupos radicais.

No ano passado, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução na qual pedia a todas as partes que “cessassem imediatamente os ataques contra civis”, os bombardeios indiscriminados de zonas povoadas e “fim do uso de barris de explosivos”. O Observatório exigiu ao organismo internacional que obrigue as autoridades sírias a cumprir essa resolução e atribuiu ao Conselho de Segurança a responsabilidade pelo aumento dos ataques aéreos contra bairros residenciais nos últimos meses.

Reféns libaneses – Militares libaneses, capturados em agosto pela Frente Nusra, pediram nesta terça ao Exército libanês que não se envolva nos combates na zona fronteiriça síria de Al Qalamoun, porque caso contrário suas vidas correm perigo. “Se o Exército libanês for arrastado à luta na Síria, nós pagaremos o preço”, diz um dos reféns em um vídeo de 13 minutos, divulgado em uma conta no Twitter do grupo extremista.

Os militares em mãos da Frente Nusra, que aparentemente estão em bom estado físico, pediram a seus parentes que busquem um mediador honesto para conseguir a libertação. As Forças Armadas libanesas reforçaram suas posições em áreas fronteiriças com a Síria, para impedir que os grupos radicais estendam seu controle e invadam o Líbano.

(Da redação)

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