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Bombardeios deixam mais de 70 mortos e centenas de feridos e desaparecidos na Síria

Dois ataques deixaram mais de 70 mortos e centenas de feridos na Síria nesta sexta-feira. No primeiro, doze foguetes lançados pelas forças do ditador Bashar Assad em um mercado de Duma, o principal reduto da oposição nos arredores de Damasco, deixaram 57 mortos e centenas de feridos.

Mais tarde, pelo menos 15 pessoas morreram e 42 ficaram feridas ou estão desaparecidas após um bombardeio aéreo em Aleppo, no norte do país, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos. A ONG disse que, por enquanto, não se sabe se os aviões eram do regime sírio ou russos. E não descartou que o número de mortes aumente porque há vários feridos em estado grave. O ataque aconteceu nas proximidades de um mercado na rotatória de Al Qamar, no bairro de Al Mogair, em Aleppo.

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As ofensivas coincidem com a realização, em Viena, na Áustria, de uma reunião sobre a disputa no país. Participam do encontro ministros e altos representantes de dezenove países, além de ONU e a União Europeia (UE). A cúpula terminou sem acordo, embora com o consenso de continuar negociando nas próximas semanas, de acordo com o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Philip Hammond. Ele destacou que continua havendo pontos de desacordo, em particular sobre o futuro de Assad.

A alta representante sobre política externa e de segurança da UE, Federica Mogherini, disse que os ministros “encontraram um espaço comum” para iniciar um processo que termine com a guerra na Síria. “Esta reunião não foi fácil, foi histórica, foi a primeira vez que tivemos todos os atores na mesma mesa, em um ambiente muito construtivo”, acrescentou.

A cúpula reuniu aliados de Assad, como Irã e Rússia, e seus opositores, como os Estados Unidos, França, Arábia Saudita, Turquia e Catar. O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, destacou no término da reunião que “não há futuro para Assad” na Síria, ao mesmo tempo em que ressaltou que “é o principal responsável da tragédia na Síria”.

(Com EFE)