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Bombardeios de drones dos EUA matam 16 pessoas no Paquistão

Ataques acontecem após o recrudescimento da violência talibã no país

Por Da Redação - 12 jun 2014, 08h14

Pelo menos dezesseis pessoas morreram nas últimas 24 horas em dois bombardeios efetuados por drones dos Estados Unidos na região tribal do Waziristão do Norte, no noroeste do Paquistão, informou nesta quinta-feira a imprensa local. O primeiro bombardeio ocorreu na noite de ontem na cidade de Tibbi, perto de Miranshah, capital do Waziristão do Norte, e nele morreram seis supostos insurgentes que estavam em uma casa, segundo fontes citadas pela rede de televisão paquistanesa Geo. De acordo com o veículo, quatro dos supostos militantes eram uzbeques.

No segundo ataque, um drone disparou oito mísseis, no início da madrugada de hoje, contra uma casa perto de Miranshah, uma ação na qual morreram dez pessoas. Trata-se dos primeiros bombardeios com drones americanos no Paquistão em 2014, já que o último foi no dia 25 de dezembro do ano passado.

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Segundo o Bureau de Jornalismo Investigativo, uma organização jornalística britânica, dez anos de ataques com aviões não tripulados no Paquistão causaram a morte de até 3.719 pessoas. O sigilo envolvendo esse tipo de operação impede a obtenção de dados confiáveis sobre o número de vítimas em quase 400 bombardeios desde 2004. Segundo a organização civil americana New America Foundation, os drones causaram entre 2.000 e 3.500 mortes no Paquistão.

O Paquistão condenou nesta os ataques americanos com drones do ano em seu território, apesar das suspeitas de que os dois países coordenaram juntos estes bombardeios, após dois importantes atentados dos talibãs contra o principal aeroporto paquistanês. O ministério das Relações Exteriores paquistanês considerou os ataques uma “violação da soberania paquistanesa e de sua integridade territorial”. Em declarações à agência France-Presse, um funcionário do ministério classificou de especulações os rumores sobre um possível acordo entre os dois países para que estes ataques com drones americanos ocorressem. Já um diplomata aposentado que conhece bem o tema declarou à mesma agência que “o governo precisa ter dado sua autorização para que este ataque tenha sido levado adiante. Se não fosse assim, não poderia ter ocorrido”.

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Nos últimos dias, o Paquistão voltou a sofrer violentas ofensivas dos terroristas talibãs, que atacaram o aeroporto de Karachi e também uma academia de polícia na mesma área. Pelo menos 38 pessoas morreram nas ações, incluindo os treze terroristas que atacaram o aeroporto da capital econômica do país. Segundo analistas, o atentado contra o aeroporto de Karachi mostrou o fracasso da estratégia do governo do primeiro-ministro Nawaz Sharif, que propôs nos últimos meses um diálogo de paz aos insurgentes.

(Com agência EFE)

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