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Bombardeios da coalizão mataram 553 em um mês

Maior parte dos mortos é de extremistas, mas 32 civis também perderam suas vidas. Segundo ONG, número de baixas entre jihadistas pode ser ainda maior

Por Da Redação - 23 Oct 2014, 06h35

Os bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos na Síria deixaram 553 mortos em um mês, essencialmente membros do grupo Estado Islâmico (EI), informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). De acordo com o diretor da ONG sediada em Londres, Rami Abdel Rahman, os bombardeios iniciados em 23 de setembro mataram 464 combatentes do EI, 57 da Frente Nusra (braço sírio da Al-Qaeda) e 32 civis, incluindo seis crianças e cinco mulheres.

A grande maioria dos combatentes do EI e da Frente Nusra mortos nos bombardeios não são sírios, segundo Abdel Rahman. A coalizão realizou em 23 de setembro os primeiros ataques aéreos contra o EI na Síria para tentar impedir o avanço dos jihadistas em Kobani, cidade curda na fronteira com a Turquia e defendida pelas milícias curdas. Além da região de Kobani, os bombardeios atingiram as províncias sírias de Aleppo, Deir al-Zor, Idlib, Raqqa e al-Hassakah. O EI, um grupo extremista sunita, também é alvo de ataques no Iraque.

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Três anos após o início da guerra civil da Síria, conflito que já deixou mais de 191.000 mortos, não há indicações de que o confronto esteja próximo do fim. Os esforços para promover um diálogo entre representantes do regime do ditador Bashar Assad e da oposição não apresentaram avanços. Os protestos contra o governo se transformaram em uma violenta guerra civil sectária que dividiu ainda mais o país. A oposição síria moderada perdeu espaço com o avanço de diversos grupos extremistas, entre eles a Frente Nusra, o Estado Islâmico (EI) e o Khorasan.

(Com agências EFE e Reuters)

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