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Bombardeio israelense mata chefe militar do Hamas

Ahmed Jabari é o mais alto funcionário do grupo terrorista a ser morto na região desde a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, quatro anos atrás

O grupo terrorista Hamas afirmou nesta quarta-feira que o chefe de seu braço militar, Ahmed Jabari, foi morto em uma grande ofensiva aérea israelense. Israel logo confirmou a informação, afirmando que tinha Jabari como alvo por causa de suas atividades terroristas ao longo de uma década.

Jabari é o mais alto funcionário do Hamas a ser morto desde a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, há quatro anos. Segundo autoridades israelenses e palestinas, além do chefe militar, pelo menos oito palestinos também morreram nesta quarta em ataques aéreos israelenses contra cidades palestinos.

O ataque atingiu o veículo em que Jabari estava. Há relatos de que outro passageiro também tenha sido morto. O correspondente da rede BBC internacional em Gaza conta que é possível ouvir tiros ecoando pelas ruas e que a cidade está envolta em ódio. Poucos minutos depois, outras explosões atingiram Gaza provocando nuvens de fumaça e detritos sobre a populosa cidade. Civis em pânico correram em busca de refúgio.

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A agência de inteligência israelense Shin Bet disse em um comunicado que Jabari foi responsável por financiar e dirigir operações militares e ataques contra Israel. “Sua eliminação é hoje uma mensagem aos membros do Hamas na Faixa de Gaza. Se eles continuarem a promover o terrorismo contra Israel, vão se machucar”, acrescentou a agência.

Chamados por vingança foram imediatamente transmitidos pela rádio do Hamas. “A ocupação abriu as portas do inferno”, disse o grupo terrorista. “Israel declarou guerra contra Gaza e eles vão arcar com a responsabilidade pelas conseqüências”, acrescentou a Jihad Islâmica. O Hamas governa Gaza desde 2007, e não reconhece o direito de Israel de existir.

A Organização para Libertação da Palestina (OLP) condenou a nova ofensiva militar e responsabilizou Israel pelas consequências que esse ataque pode provocar. “Condenamos, nos termos mais enérgicos, esse novo assassinato que pretende iniciar uma escalada sangrenta. O governo israelense é responsável pelas consequências que esta nova agressão trará à região”, afirmou em comunicado o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat.

Erekat, que está na Suíça acompanhado do presidente palestino, Mahmoud Abbas, em visita oficial, destacou que a ação mostra que “Israel tem uma agenda de guerra, e não de paz”.

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Comunidades israelenses no Sul do país, dentro do alcance de foguetes de Gaza, estão em alerta total, e as escolas estarão fechadas na quinta-feira. Cerca de um milhão de israelenses vivem na área de alcance do foguetes relativamente primitivos, porém letais, disparados de Gaza, suplementados nos últimos meses por sistemas de longo alcance mais precisos.

“Os dias que enfrentaremos no Sul, na minha opinião, serão prolongados”, disse o brigadeiro-general Yoav Mordechai, porta-voz militar de Israel, à emissora de TV Channel 2. Mordechai afirmou que Israel estava respondendo a uma onda de foguetes palestinos no início desta semana, além de tentar impedir que o Hamas e outras facções palestinas fortaleçam ainda mais seus arsenais.

Guerra – O mais recente ataque destruiu a esperança de que uma trégua mediada pelo Egito na terça-feira pudesse afastar os dois lados de uma guerra, depois de cinco dias de crescentes ataques de foguetes palestinos e ações israelenses contra alvos militantes.

Uma segunda guerra em Gaza parece estar no horizonte. Uma operação israelense entre 2008 e 2009 teve início após uma semana de ataques aéreos e bombardeios, seguidos de uma invasão terrestre da faixa costeira bloqueada. Cerca de 1.400 palestinos e 13 israelenses morreram.

(Com agências Reuters e France-Presse)