Clique e assine com até 92% de desconto

Bomba mata quase 50 pessoas em escola na Nigéria

Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado até agora. Cidade de Potiskum, no nordeste do país, sofre com o terror dos extremistas do Boko Haram

Por Da Redação 10 nov 2014, 07h45

Ao menos 48 pessoas, na maioria jovens estudantes e crianças, foram mortas nesta segunda-feira pela explosão de uma bomba em uma escola de ensino médio na cidade de Potiskum, no nordeste da Nigéria. Há também ao menos 79 feridos. Ninguém assumiu de imediato a autoria do ataque no Estado de Yobe, um território que convive com a violência de insurgentes do grupo radical islâmico Boko Haram.

Mariam Ibrahim, uma professora escola disse à agência Reuters que a bomba explodiu por volta das 8h00 locais (5h00 de Brasília), quando ela chegava e os alunos participavam da reunião regular da manhã, antes do início das aulas. Segundo a rede CNN, o artefato explosivo foi detonado por um homem-bomba suicida que se aproximou da escola. O terrorista estava disfarçado como um estudante quando ele acionou a bomba, disse o porta-voz da polícia Emanuel Ojukwu. “Nós suspeitamos que o grupo Boko Haram está por trás do ataque”, completou Ojukwu. Yobe é um dos três estados nigerianos onde permanece em vigor o estado de emergência decretado pelo governo da Nigéria devido à violência do grupo terrorista Boko Haram.

Leia também

Boko Haram declara califado em área da Nigéria e corta mãos de infiéis

Boko Haram explode cadeia e liberta 144 presos na Nigéria

Boko Haram nega acordo de cessar-fogo na Nigéria

Muitos estudantes foram levados para hospitais, por isso teme-se que o número de mortos e feridos seja elevado. “Há muitos corpos de estudantes no chão, com muito sangue”, relatou uma testemunha ao jornal nigeriano The Premium Times. A mesma cidade já foi vítima de outro atentado há menos de dez dias atrás, em 3 de novembro, quando uma bomba explodiu em uma cerimônia religiosa e matou 29 pessoas.

Desde que a polícia matou, em 2009, o então líder e fundador de Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que se intensificou nos últimos meses. Neste ano, o grupo islamita assassinou cerca de 3.000 pessoas e mais de 12.000 desde 2009, segundo os cálculos do governo nigeriano. O grupo Boko Haram, que significa em línguas locais “a educação não islâmica é pecado”, luta para instituir um califado islâmico na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristão no sul.

(Com agências Reuters e EFE)

Continua após a publicidade
Publicidade