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Bomba explode perto do hotel da ONU em Damasco

Rebeldes reivindicaram o atentado, mas garantiram que a missão das Nações Unidas não era o alvo. Apesar do susto, nenhum dos enviados ficou ferido

Uma grande explosão sacudiu Damasco nesta quarta-feira, deixando cinco pessoas feridas e espalhando uma coluna de fumaça cinza pelo céu da capital síria. A detonação aconteceu perto de um complexo militar do regime e do hotel onde estão hospedados os observadores da ONU. Apesar do susto, nenhum dos enviados das Nações Unidas ficou ferido. Segundo fontes ligadas ao governo, o dispositivo foi colocado em um caminhão-tanque atrás do Hotel Dama Rose, que fica nas cercanias da sede do chefe do Estado-Maior.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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‘Ato terrorista’ – O vice-ministro das Relações Exteriores da Síria, Faiçal Maqdad, qualificou a explosão como um ato terrorista que busca “desestabilizar” o país. Maqdad conversou com a imprensa enquanto visitava o local e entrava em contato com membros da missão da ONU para saber sobre o estado de saúde dos observadores. Segundo informou a televisão estatal síria, o vice-ministro destacou que todos os enviados da ONU hospedados no hotel passam bem.

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Ambulâncias foram enviadas ao local da explosão na exclusiva Rua Abu Rumaneh, onde ficam diversas embaixadas de países árabes e ocidentais. Antes de ser controlado pelos bombeiros, o fogo danificou veículos estacionados perto do hotel.

Autoria – Poucas horas depois da explosão, um porta-voz do Exército Livre Sírio (ELS) assumiu a autoria do atentado, ressaltando que o ataque não visava as forças da ONU e sim “um grupo de oficiais fiéis ao regime”. O grupo ainda pediu às Nações Unidos uma proteção especial para os observadores no país, advertindo que Assad sempre vai acusar os insurgentes por qualquer ato que coloque em risco a segurança dos enviados estrangeiros.

Nos últimos meses, a capital síria foi cenário de várias explosões, sempre imputadas pelo regime a grupos terroristas, como denomina os rebeldes opositores. Um atentado realizado contra um prédio do governo sírio em julho matou a cúpula de segurança de Bashar Assad: o ministro da Defesa e seu vice, o ministro do Interior e o general responsável pela repressão à revolta no país.

(Com agência EFE)