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Bolsonaro discursa presencialmente nas Nações Unidas na terça-feira

Certificado de imunização não será mandatório e o presidente brasileiro, não vacinado, poderá adentrar o plenário ‒ Joe Biden falará na sequência

Por Sergio Figueiredo Atualizado em 9 out 2021, 12h12 - Publicado em 19 set 2021, 11h54

A 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas já está em andamento, mas, como de costume, o momento mais esperado é o discurso dos líderes mundiais, que, neste ano, será em formato híbrido. A abertura do plenário será feita pelo secretário-geral da ONU, o português Antônio Guterres, às 10h da manhã (horário de Brasília), na terça, dia 21. Na sequência da abertura dos trabalhos, seguindo a tradição, o Brasil será o primeiro país a discursar. O presidente Jair Bolsonaro está viajando hoje, domingo, para se dirigir presencialmente à plateia. Acompanham Bolsonaro diversas autoridades, incluindo o ministro da Economia, Paulo Guedes, do Meio Ambiente, Joaquim Leite, das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, e da Saúde, Marcelo Queiroga. O tema central da Assembleia 2021 será a pandemia e o clima.

Com a crise do coronavírus ainda não totalmente sob controle, uma boa parte dos mandatários das 193 nações optou por enviar vídeo em vez de comparecer pessoalmente. A assembleia do ano passado foi realizada virtualmente, porém, desta vez, os principais líderes mundiais pretendem ir pessoalmente ao plenário. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fará sua primeira visita à ONU desde que tomou posse, discursando imediatamente depois de Bolsonaro. Os organizadores esperam que todas as autoridades presentes estejam vacinadas, mas não será exigido nenhum comprovante de vacinação.

Alegando estar imune à Covid-19, uma vez que já contraiu o vírus, Bolsonaro declarou abertamente que não irá se vacinar, o que pode vir a causar algum constrangimento entre os presentes. O fato, por si só, já chama a atenção da imprensa internacional ‒ a agência de notícia Reuters destacou que o presidente do Brasil não se vacinou e nem pretende fazê-lo. Contudo, caso ele mude de ideia, diz a Reuters, a cidade de Nova York irá disponibilizar gratuitamente, do lado de fora do edifício da ONU, testes rápidos de Covid-19 e a vacina de dose única da Johnson & Johnson.

Além de discutir a falta de vacinas nos países menos desenvolvidos, especialmente na África, o secretário-geral Guterres deve conduzir tratativas com o primeiro-ministro britânico Boris Johnson para tentar salvar a 26ª Conferência do Clima das Nações Unidas, agendada para outubro e novembro em Glasgow, na Escócia. No momento, a chamada COP26 corre o risco de ser definitivamente cancelada.

Mas sobre o que Bolsonaro deverá falar na ONU? Segundo declarações do próprio presidente nas redes sociais, ele defenderá as ações de seu governo durante a pandemia, incluindo o auxílio emergencial e a posição do Brasil no ranking entre as nações que mais vacinaram sua população até o momento. Ele também falará sobre o agronegócio brasileiro, que continua na berlinda, sofrendo críticas e represálias de grupos ecológicos nacionais e internacionais. Bolsonaro discursará sobre o compromisso do Brasil com a sustentabilidade do principal produto de exportação do Brasil. Ele também é contra a demarcação de novas terras indígenas, que, conforme palavras do presidente, colocaria em risco a produção de alimentos para o Brasil e também para o mundo.

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