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Bolivianos fecham fronteira com Brasil em protesto contra eleições

Órgão eleitoral da Bolívia tem sido acusado de fraude para favorecer a vitória do presidente Evo Morales; não há previsão de reabertura da divisa

Por Julia Braun - Atualizado em 23 out 2019, 10h40 - Publicado em 23 out 2019, 10h36

Um grupo que protesta contra o resultado das eleições presidenciais na Bolívia fechou a fronteira do país vizinho com a cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. A passagem está bloqueada desde a noite de terça-feira 22 e não há previsão para a liberação.

O grupo de manifestantes bolivianos usa veículos para bloquear a estrada. Segundo funcionários do posto da Receita Federal que fica na fronteira entre os dois países, só é possível passar a pé pelo local.

A manifestação é organizada por moradores da cidade fronteiriça boliviana de Puerto Quijarro. Os bolivianos protestam contra o resultado das eleições no país vizinho. O Órgão Eleitoral Plurinacional (OEP) da Bolívia tem sido acusado de fraude para favorecer a vitória do presidente Evo Morales.

O órgão suspendeu a divulgação da Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares (TREP), um sistema que faz uma contagem extraoficial dos votos, noite de domingo, quando perto de 80% dos votos haviam sido contabilizados.

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Naquele momento, segundo a parcial, Morales disputaria o segundo turno contra o ex-presidente Carlos Mesa, principal candidato da oposição.

No entanto, de forma repentina, já na segunda-feira, o Tribunal Supremo Eleitoral retomou a publicação da apuração do TREP. Na primeira parcial divulgada pós-suspensão, Morales aparecia com uma vantagem de dez pontos percentuais, o suficiente para ser eleito no primeiro turno.

Nesta quarta-feira, 23, Morales reafirmou ter vencido as eleições e protestou contra uma suposta tentativa da oposição de orquestrar um “golpe” após protestos em massa alegarem fraude na votação. Na terça-feira, centenas de opositores enfrentaram a polícia no centro de La Paz, perto da sede do OEP.

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