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Bolívia e Brasil assinam acordo antidrogas nesta segunda

O tratado inclui a participação dos Estados Unidos e visa controlar a produção boliviana de folha de coca – base da fabricação de cocaína

Por Da Redação 27 mar 2011, 16h06

A inclusão dos EUA no convênio trilateral surpreende, pois o presidente boliviano Evo Morales costuma desferir constantes ataques a Washington e, em particular, a sua política antidroga

Os governos da Bolívia e do Brasil assinarão nesta segunda-feira um acordo antidrogas, que inclui a participação dos Estados Unidos. O projeto visa controlar a produção boliviana da folha da coca – base da fabricação de cocaína. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o ministro do Interior boliviano, Sacha Llorenti, assinarão o convênio na Chancelaria.

Na terça-feira, Cardozo e Llorenti visitarão e sobrevoarão a zona de Chapare – reduto sindical do presidente Evo Morales e uma das maiores zonas produtoras de coca, situada no centro do país – para observar a destruição de plantações ilegais.

O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, que visitou a Bolívia na sexta-feira e sábado para antecipar a discussão sobre o combate ao narcotráfico, explicou que a cooperação trilateral permitirá o acompanhamento por satélite das plantações de coca, segundo uma entrevista publicada neste domingo pelo jornal boliviano “Página Siete”.

Patriota também afirmou que há uma redução da participação dos EUA na luta antidroga na região, enquanto cresce o papel do Brasil, haja vista que o país tem as maiores fronteiras da América do Sul e deve envolver mais parceiros nessa tarefa.

Durante sua visita, Patriota disse ainda que o Brasil aumentará a cooperação nesta área para que o narcotráfico não assuma na região as proporções que alcançou no México e América Central.

A inclusão dos Estados Unidos no convênio trilateral que Brasil e Bolívia assinarão na segunda-feira surpreende, pois o presidente Morales desfere constantes ataques a Washington e, em particular, a sua política antidroga.

Dirigentes do partido governista defenderam que a inclusão dos EUA não é contraditória com a posição de Morales porque enfrentar o narcotráfico não pode ser só um assunto da Bolívia, requerendo uma responsabilidade compartilhada.

(com EFE)

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