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Boko Haram sequestra 185 mulheres e crianças

Grupo terrorista atacou vilarejo no nordeste do país e matou 35 pessoas

Por Da Redação 18 dez 2014, 13h12

O grupo terrorista Boko Haram sequestrou ao menos 185 mulheres e crianças e matou 35 pessoas em um ataque no remoto vilarejo de Gumsuri, no nordeste da Nigéria. O atentado ocorreu no último domingo, mas as informações foram divulgadas apenas nesta quinta-feira por fontes da área de segurança e testemunhas.

As vítimas foram obrigadas a subir em caminhões e levadas para a floresta de Sambisa, dominada pelos terroristas. Uma moradora afirmou que o grupo também incendiou um posto médico e várias casas.

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“Depois de matar nossos jovens, os insurgentes levaram nossas mulheres e nossas filhas”, disse um morador que conseguiu fugir para Maiduguri, que fica a cerca de 70 quilômetros de distância.

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Maiduguri é capital do Estado de Borno, um dos três onde foi decretado estado de emergência há 19 meses. Os outros dois Adamawa e Yobe. O sequestro de mais de 200 estudantes em abril, que provocou revolta internacionalmente, ocorreu em Chibok, outra localidade de Borno.

Mais de 2.000 pessoas foram mortas apenas este ano em confrontos no nordeste da Nigéria, perto da fronteira com Camarões, informou a rede britânica BBC. Nesta semana, o Exército camaronês afirmou ter matado mais de 100 terroristas nigerianos que haviam atacado uma base militar na cidade fronteiriça de Amchide.

Militares condenados – Ontem, uma corte marcial nigeriana condenou 54 soldados à morte por se recusarem a combater o Boko Haram. Eles foram acusados de se negarem a ajudar a recapturar três cidades tomadas pelo grupo em agosto.

Segundo o advogado de defesa Femi Falana, os soldados foram condenados por “conspirar para uma revolta contra as autoridades da Sétima Divisão do Exército”. Os réus negaram as acusações. A sentença deverá ser aprovada por oficiais superiores.

As tropas reclamam que não possuem armas ou munição suficientes para enfrentar os terroristas, que tentam criar um estado islâmico no nordeste da Nigéria.

(Com agência France-Presse)

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