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Boko Haram nega acordo de cessar-fogo na Nigéria

Em vídeo, líder do grupo afirmou que as 200 estudantes sequestradas em abril se converteram ao Islã e se casaram

Por Da Redação 1 nov 2014, 10h22

O líder do grupo islâmico da Nigéria Boko Haram, Abubakar Shekau, negou ter firmado um acordo de cessar-fogo com o governo que colocaria fim à insurgência que dura cinco anos e matou milhares de pessoas, além de expulsar outras centenas de milhares de suas casas no nordeste do país. Em um vídeo divulgado na noite da última sexta-feira, Shekau afirmou que ‘essa guerra não há volta’. O terrorista afirmou ainda que as mais de 200 estudantes sequestradas em abril se converteram ao Islã e se casaram.

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“A questão das meninas já está esquecida, porque eu já as casei há muito tempo”, disse o líder do grupo rebelde, frustrando as esperanças de uma troca de prisioneiros pela liberdade das garotas.

Em 17 de outubro, o chefe das Forças Armadas da Nigéria, Marshal Alex Badeh, anunciou que o Boko Haram havia concordado com o cessar-fogo. No entanto, os ataques e sequestros continuaram e os terroristas tomaram o controle da cidade de Mubi, com mais de 200.000 habitantes. Na sexta-feira, o grupo entrou em combate no vilarejo de Vimtin. Shekau negou conhecer Danladi Adamu, o homem que, segundo o exército nigeriano, negociou o cessar-fogo em nome do Boko Haram.

Em abril, o Boko Haram sequestrou 276 alunas enquanto elas faziam provas em uma escola de Chibok, localizada em uma região remota do nordeste do país. A ação do grupo extremista provocou uma campanha internacional para que as meninas fossem libertadas, além de ter gerado críticas ao governo nigeriano pela demora em reagir ao sequestro. Dezenas de garotas escaparam por conta própria nos primeiros dois dias após o sequestro, mas 219 continuam desaparecidas.

Não é a primeira vez que as Forças Armadas da Nigéria anunciaram um cessar-fogo com o grupo. Em três ocasiões, as forças de defesa do país também anunciaram que mataram o líder do grupo, mas ele apareceu em vídeos para mostrar que continuava vivo.

(Com EFE e Estadão Conteúdo)

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