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Blogueiro que virou herói diz não ter ambições políticas

Wael Ghonim foi um dos responsáveis por convocar os protestos anti-Mubarak

Por Da Redação 10 fev 2011, 09h24

O jovem executivo egípcio do Google Wael Ghonim, transformado em símbolo da revolta popular no país após passar mais de dez dias preso, afirmou nesta quinta-feira em seu perfil do Twitter que não pretende dedicar-se à política após uma possível queda do regime do presidente Hosni Mubarak. “Prometo a todos os egípcios que retomarei minha vida normal e que não me envolverei com política depois que tenham transformado meu sonho em realidade com a saída de Mubarak”, afirmou.

Alguns dos jovens que iniciaram as manifestações depositaram suas esperanças em Ghonim, no sentido de que assumisse a liderança de um movimento coletivo. “Estamos esperando Wael Ghonim. Esperamos que nos dê sua ideia sobre o próximo passo. Embora tenha dito que não quer formar um partido político, temos esperança, porque o consideramos a faísca que incendiou o movimento”, disse na última quarta-feira Rami Ghanem, um advogado de 32 anos, membro do grupo Todos Somos Khaled Said, batizado em homenagem ao jovem de 28 anos que foi morto pela polícia em Alexandria, em junho de 2010.

Ghonim, diretor de marketing do Google para o Oriente Médio e norte da África, foi detido em 27 de janeiro após uma manifestação, e permaneceu 12 dias em cativeiro pelo temido serviço de segurança do Estado. Após sua libertação, na segunda-feira, Ghonim transformou-se repentinamente em herói do movimento quando admitiu ser o administrador, até então anônimo, da página do Facebook Todos Somos Khaled Said, uma das que convocaram a mobilização contra o regime, que começou há 17 dias.

(Com agência France-Presse)

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