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Bloco de Ehud Barak ganha quatro ministérios em Israel

Ministro da Defesa forma Partido Independência após deixar Partido Trabalhista

Por Da Redação 18 jan 2011, 17h27

O novo bloco político do ministro da Defesa, Ehud Barak, que em breve se transformará no Partido Independência, terá quatro ministérios no governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Barak forma a legenda depois de abandonar, na última segunda-feira, o tradicional Partido Trabalhista e, portanto, deixar a sua liderança. O acordo foi firmado após longas negociações sobre um pacto político com os trabalhistas, informou nesta terça-feira o diário Ha’aretz.

A criação do “Independência”, que por enquanto é apenas um grupo parlamentar de cinco deputados, contará com as pastas de Defesa – que seguirá sendo ocupada por Barak – e as de Infraestrutura, Minorias e Agricultura. São ministérios antes ocupados pelo Partido Trabalhista e dos quais renunciaram na segunda-feira três ministros que não passaram à nova formação.

A renúncia de Barak, segundo ele para evitar as constantes críticas internas de deputados mais identificados com a esquerda, deixou o Partido Trabalhista em uma grave crise e na difícil busca por um novo dirigente. Pesquisas realizadas nas últimas horas indicam que, se houvesse eleições imediatamente, o partido Independência obteria três deputados e o Trabalhista, seis. Ou seja: se somados, os dois partidos conquistariam quatro cadeiras a menos que na atual legislatura.

Os novos ministros de Netanyahu só poderão ocupar seus cargos assim que as renúncias de seus antecessores entrarem em vigor, o que acontecerá na quarta-feira. Ze’ev Elkin, negociador do pacto pelo Likud, o partido de Netanyahu, explicou ao diário “Ha’aretz” que o anterior acordo com o Partido Trabalhista “serve de base” nas negociações com o Independência. “Seu objetivo é manter o maior número de cláusulas possíveis do anterior acordo, e o nosso é reduzi-las”, acrescentou Elkin.

O Partido Trabalhista – Os trabalhistas, que governaram as três primeiras décadas da história do estado de Israel, continuam sendo considerados o principal partido de esquerda no país. O partido obteve o pior resultado de sua história nas eleições de fevereiro de 2009, que já haviam despertado os temores de uma cisão interna.

Quarta formação política de Israel com 13 deputados das 120 cadeiras que integram o Parlamento, o Partido Trabalhista registra há anos uma série de disputas internas.

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