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Bin Laden teve 4 filhos no Paquistão após ataques de 2001

Viúva de terrorista contou trajetória da família à polícia paquistanesa

Por Da Redação 30 mar 2012, 09h37

O terrorista Osama bin Laden teve quatro filhos no Paquistão depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, revelou sua mulher mais jovem aos policiais paquistaneses, segundo um informe consultado nesta sexta-feira pela agência France-Presse. O documento detalha pela primeira vez o caminho trilhado pelo ex-chefe da Al Qaeda a partir de sua fuga do Afeganistão, após a intervenção militar americana no fim de 2001, até sua morte, em maio de 2011, em um ataque americano em Abbottabad, no norte do Paquistão.

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A iemenita Amal Abdulfattah, de 30 anos, a mais jovem de suas mulheres, foi detida após este ataque pelas autoridades paquistanesas junto às outras duas esposas, sauditas, de Bin Laden, e às várias crianças que tiveram com ele. Segundo o relatório, Amal, que entrou no Paquistão em julho de 2000, viajou posteriormente a Kandahar, no sul do vizinho Afeganistão. Depois do casamento, instalou-se com o líder da Al Qaeda e suas outras três mulheres. A família se separou depois dos atentados de 11 de setembro.

Fuga – Amal diz que se refugiou durante cerca de nove meses em Karachi, a incontrolável megalópole do sul do Paquistão, onde as redes islamitas estão presentes. Também disse que, posteriormente, reuniu-se com Bin Laden em Peshawar, a principal cidade do noroeste paquistanês. Permaneceram na região por cerca de três anos, dois deles em Haripur, a uma hora e meia por estrada de Islamabad.

Durante a fuga, Amal teve quatro filhos de Bin Laden. Dois nasceram em Haripur: Aasia, uma menina em 2003, e Ibrahim, em 2004. Os outros dois nasceram em Abbottabad: Zainab, uma menina, em 2006, e Hussein, em 2008. As três viúvas de Bin Laden devem ser acusadas em breve pela justiça paquistanesa por entrada e residência ilegal no país. Correm o risco de serem condenadas a penas de prisão antes de serem expulsas. A família inteira deve ser ‘imediatamente repatriada’ a seu país de origem, segundo o documento.

(Com agência France-Presse)

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