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Biden rompe discurso humanitário e vende armas para a Arábia Saudita

País do Golfo Pérsico é acusado de violações de direitos humanos contra o Iêmen

Por Ernesto Neves Atualizado em 27 out 2021, 12h39 - Publicado em 27 out 2021, 12h27

O governo de Joe Biden fechou um contrato de 500 milhões de dólares com a Arábia Saudita para o fornecimento de armas e equipamentos militares.

O reino liderado pelo príncipe Mohamed Bin Salman, o MBS, foi autorizado pelo Departamento de Estado americano a renovar sua frota militar aérea, e vai adquirir helicópteros do tipo Apache, Blackhawk e Chinook .

O acordo inclui ainda a assessoria de 350 americanos pelos próximos dois anos, que se somarão a mais dois funcionários do governo dos Estados Unidos.

O anúncio representa uma contradição frontal em relação ao discurso de Biden.

Durante sua campanha eleitoral, em 2020, o presidente democrata declarou que sua primeira medida em política externa seria proibir a venda de armamentos ao reino saudita.

O compromisso, disse Biden à época, era “acabar com a catástrofe humanitária” causada pelo país na guerra contra o Iêmen.

O reino do Golfo Pérsico é acusado de violações dos direitos humanos no conflito que empreende para sufocar uma insurreição de rebeldes pertencentes à etnia houthi.

Entre os episódios mais sangrentos de violação ao direito internacional humanitário está justamente o uso de helicópteros vendidos pelos Estados Unidos. 

Em março de 2017, 42 refugiados somalis que fugiam do Iêmen para o Porto Sudão, e um civil iemenita, foram mortos depois que seu barco foi atingido por um míssil de um navio de guerra saudita. Sendo em seguida alvejado por tiros vindos um helicóptero Apache.

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