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Biden propõe redução das emissões globais de metano em 30% até 2030

Discurso feito em fórum nesta terça-feira tem objetivo de convencer mais líderes a aderirem à iniciativa, que deve ser oficialmente lançada na COP26

Por Da Redação 17 set 2021, 14h25

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, propôs nesta sexta-feira, 18, uma redução de emissões globais de metano em 30% até 2030, iniciativa impulsionada junto à União Europeia (UE) e que o democrata acredita que ganhará força durante a 26ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP26), marcada para começar em 31 de outubro. 

“Temos que levar nossas maiores ambições possíveis à COP26 em Glasgow. Para os que ainda não fizeram, o tempo está se esgotando”, disse Biden no início do Fórum de Grandes Economias sobre Energia e Clima, organizado pela Casa Branca.

O governante advertiu que, sem maiores compromissos por parte das grandes economias, “escorre das mãos” o objetivo estabelecido pelo Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura média mundial a 1,5 grau Celsius até o final do século.

Para alcançar esta meta, segundo especialistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, o lançamento de carbono na atmosfera deveria ser cortado pela metade até 2030 e as emissões líquidas cortadas até 2050. Caso contrário, o limite seria alcançado entre 2030 e 2052.

“Estamos trabalhando com a União Europeia e outros parceiros para lançar um compromisso global em relação ao metano, para reduzir as emissões globais de metano em ao menos 30% até 2030, com base nos níveis de 2030”, afirmou Biden.

Alcançar este objetivo “não apenas reduzirá rapidamente o ritmo do aquecimento global”, mas também proporcionará “outros benefícios muito valiosos, como melhorar a saude pública e a produção agrícola”, acrescentou.

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O metano é o segundo gás originado pela ação humana que mais contribui para o aquecimento global, atrás apenas do dióxido de carbono (CO2), e é responsável por “cerca de meio grau” do aumento na temperatura do planeta, detalhou a Casa Branca.

Em relatório publicado em agosto, o IPCC indicou que o aquecimento global está avançando mais rapidamente do que o esperado e que a atividade humana está alterando o clima do planeta de maneiras “sem precedentes”. Além disso,  algumas das mudanças já se tornaram “irreversíveis”. 

Com o discurso no fórum desta sexta-feira, Biden espera convencer mais líderes de outros países a aderirem à iniciativa do metano, que deverá ser oficialmente lançada na cúpula de Glasgow.

No entanto, o evento virtual organizado pela Casa Branca não contou com a presença dos líderes dos dois outros países mais poluentes do mundo, além dos Estados Unidos: nem o presidente da China, Xi Jinping, nem o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Contudo, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador; o presidente da Argentina, Alberto Fernández; o presidente da Indonésia, Joko Widodo; o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Moon Jae-in; e o primeiro-ministro de Bangladesh, Sheikh Hasina, estiveram presentes virtualmente.

Também participaram o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e o secretário-geral da ONU, António Guterres.

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