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Biden diz que novo ataque terrorista em Cabul é ‘altamente provável’

Americanos evacuaram 6.800 pessoas na sexta; 13 militares dos EUA morreram em atentado

Por Lucas Vettorazzo 28 ago 2021, 18h33

O presidente americano Joe Biden disse neste sábado, 28, que recebeu informações de seus comandantes no Afeganistão de que um novo ataque terrorista à capital Cabul é “altamente provável”. 

Na última quinta-feira, militantes do Estado Islâmico do Korasan, também conhecido como Isis-K, promoveram um atentado a bomba ao aeroporto de Cabul provocando pelo menos 180 mortes, dos quais 13 militares dos EUA. 

O aeroporto de Cabul virou símbolo da retirada mal planejada das tropas americanas após quase vinte anos de guerra no país. Quando o Talibã assumiu o controle, militares estrangeiros e civis que colaboraram com a ocupação rumaram para o aeroporto em fuga. 

Foi na pista do aeroporto que a cena, no último dia 16, de um avião de carga americano decolando com pessoas agarradas à fuselagem chocaram o mundo. 

Militares americanos conseguiram mais tarde retomar o controle do aeroporto e seguir com a retirada de seus funcionários no país quando um atentado ligou novamente o alerta das autoridades americanas, que lançaram ataques de drones contra lideranças do grupo terrorista. 

“Nossos comandantes me informaram que um ataque é altamente provável nas próximas 24 ou 36 horas”, disse Biden. Segundo comunicado divulgado neste sábado pela Casa Branca, “a situação no terreno continua a ser extremamente perigosa e a ameaça de ataques terroristas no aeroporto continua elevada”. 

O presidente disse que apesar do risco de novo atentado, os EUA planejam continuar com a operação de evacuação do país. Na sexta, ao menos 6.800 pessoas deixaram o Afeganistão. Desde o dia 14 de agosto, quando houve a ofensiva do Talibã, que 117.000 pessoas foram retiradas do país pelos EUA.

Biden disse ainda que os EUA continuarão a caça aos militantes do Isis-K que provocaram a explosão no aeroporto. “Sempre que alguém tentar prejudicar os Estados Unidos ou atacar nossas tropas, responderemos”, disse.

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