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Biden diz que herdou nação em crise e celebra ritmo da vacinação nos EUA

Presidente americano fez primeiro discurso no Congresso marcando os cem dias de governo e pediu que cidadãos se vacinem contra Covid-19

Por Da Redação 28 abr 2021, 23h32

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez, na noite desta quarta-feira, 28, seu primeiro pronunciamento no Congresso americano desde que tomou posse, no dia 20 de janeiro. O ato foi para lembrar o marco de cem dias de mandato do democrata, que serão completados nesta quinta.

No discurso, Biden afirmou que “herdou uma nação em crise” ao suceder Donald Trump, e citou a pandemia do coronavírus, a pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929) e o que classificou como o pior ataque à democracia desde a Guerra Civil ao se referir à invasão ao Capitólio por apoiadores de Donald Trump, em 6 de janeiro.

“Depois de apenas cem dias, posso dizer à nação: os EUA estão em movimento novamente, transformando perigo em possibilidade, crise em oportunidade, recuo em força”, afirmou no plenário da Câmara

No início de sua fala, Biden celebrou o rápido ritmo da vacinação, aberta a todos os maiores de 16 anos nos EUA. De acordo com o governo, 90% dos americanos têm um posto de vacina a até cerca de 8 km de casa. O presidente pediu à população que vá tomar o imunizante: “Todos acima dos 16 anos, todos, podem se vacinar. Então vá tomar a vacina já”.

Também citando as vacinas, Biden disse que tem se comprometido com o investimento governamental à ciência e acenou para os novos objetivos no espaço, como as idas à Lua e a Marte: “Conquistas científicas nos levaram à Lua e, agora, a Marte. Descobriram vacinas, nos deram a internet e muito mais. Esses são investimentos que fizemos juntos, como um país, e que só o governo pode fazer”.

O presidente americano também falou sobre o plano trilionário de geração de empregos, segundo ele, o maior desde a Segunda Guerra Mundial, que irá ajudar o país na recuperação da crise econômica gerada pela Covid-19.

Biden também comentou a questão das mudanças climáticas e afirmou que a luta contra os problemas decorrentes dessas transformações são “globais” e pediu ajuda de outros países, incluindo os rivais China e Rússia: “O consenso é que, se agirmos, poderemos salvar o planeta e criar milhões de empregos, crescimento econômico e oportunidades para melhorar o padrão de vida de todos no mundo”.

O democrata aproveitou a ocasião para cobrar a China: “Isso quer dizer que vamos assegurar que todos os países joguem as mesmas regras na economia global, incluindo a China. Em minha discussão com o presidente Xi Jinping, eu disse a ele que estamos abertos à competição e que não procuramos conflito”, afirmou.

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