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Biden diz que EUA não vão enviar tropas unilateralmente para a Ucrânia

A Rússia enviou milhares de soldados para a fronteira com a Ucrânia recentemente, levantando suspeitas de que possa planejar uma invasão

Por Ernesto Neves Atualizado em 8 dez 2021, 19h24 - Publicado em 8 dez 2021, 15h05

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quarta-feira (8) que não considera enviar tropas de forma unilateral para a Ucrânia em resposta à Rússia.

A afirmação foi feita à imprensa americana um dia após seu encontro com o presidente russo, Vladmir Putin.

“Temos uma obrigação moral e uma legal em relação aos nossos aliados da OTAN“, disse, acrescentando que a obrigação não se estende à Ucrânia.

“O envio dependeria do que os demais países da Otan estivessem dispostos a fazer. A ideia de que os Estados Unidos usarão a força unilateralmente para enfrentar a Rússia não está nos planos agora”, completou.

“Mas eu deixei muito claro: se ele de fato invadir a Ucrânia, haverá consequências muito graves”, disse. “Consequências econômicas como que ele jamais viu.”

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Em teleconferência de de duas horas realizada na última terça-feira (7), Biden avisou Putin que a Rússia enfrentaria severas sanções econômicas caso invada a Ucrânia.

O presidente também informou a Putin que se esse cenário se concretizar, os americanos forneceriam materiais de defesa adicionais para a Ucrânia.

E que também desenvolveriam capacidades militares em países vizinhos possam se defender da Rússia.

Putin transferiu mais de 90.000 soldados para a fronteira com a Ucrânia nas últimas semanas. Funcionários do governo Biden afirmam que a Rússia pode estar se preparando para invadir o país.

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