Biden dá atualização sobre câncer de próstata quase um ano e meio após diagnóstico
Ex-presidente dos EUA agradece médicos e faz alerta sobre a importância da detecção precoce da doença, que ele descobriu em maio de 2025
O ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta terça-feira, 8, que o tratamento com radioterapia feito por ele para conter o avanço de seu câncer de próstata funcionou “como esperado”.
Em publicação no X, antigo Twitter, o democrata também ressaltou que continua fazendo “coisas que importam” para ele, como terminar a autobiografia que escreve no momento, com momentos importantes de sua trajetória presidencial.
“Sou profundamente grato aos médicos, enfermeiras e outros profissionais de saúde que ajudaram a controlar meu câncer e que continuam a cuidar tão bem de mim”, afirmou.
A postagem de Biden nesta terça enfatizou a importância do diagnóstico precoce do câncer para que o tratamento seja eficaz. O líder democrata também fez um apelo direcionado especialmente a homens nos seus 50 anos e lembrou que negros tem 70% mais probabilidade de contrair a doença nos Estados Unidos.
No mês passado, seu filho, Hunter Biden, disse em entrevista à emissora britânica BBC que o câncer de seu pai havia se espalhado para outros órgãos do corpo e classificou a doença como “muito dolorosa”.
Linha do tempo
Em maio de 2025, quatro meses após deixar a Casa Branca, o ex-presidente revelou que havia sido diagnosticado com “uma forma agressiva” de câncer de próstata, com a informação de que as células cancerígenas já tinham se espalhado para os ossos.
Em outubro do ano passado, um porta-voz informou que Biden estava seguindo um plano de tratamento que incluía radioterapia e tratamento hormonal. Em publicação separada nas redes sociais, o democrata agradeceu pelas mensagens de apoio e disse que a doença afetava todos ao seu redor. “Como muitos de vocês, Jill (Biden, ex-primeira-dama) e eu aprendemos que somos mais fortes nos momentos difíceis”, escreveu ele.
Não foi o único diagnóstico preocupante na trajetória do homem que, até o retorno de Donald Trump à Casa Branca, havia sido o presidente mais velho a assumir o cargo. Em setembro, ele passou por uma cirurgia para remover células cancerígenas da pele e, em 2023, quando ainda ocupava o Salão Oval, teve uma lesão de pele removida durante um exame de rotina. A amostra foi posteriormente diagnosticada como cancerígena.





