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Biden autoriza mais US$ 800 milhões em ajuda militar à Ucrânia

Anúncio acontece apesar de ameaças de Moscou por envio de armas e horas depois de tomada de Mariupol, cidade que virou símbolo da destruição da guerra

Por Da Redação 21 abr 2022, 12h08

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira, 21, que autorizou o envio de mais 800 milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia, citando uma “janela crítica” no conflito. O anúncio acontece apesar de ameaças do governo russo e poucas horas depois de Moscou anunciar a tomada de Mariupol, cidade que virou símbolo da destruição da guerra.

De acordo com a Casa Branca, o novo pacote incluirá artilharia pesada, 144 mil cartuchos de munição e drones táticos. O novo envio eleva a um total de S$ 3,1 bilhões em ajuda militar americana desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.

“Estamos em uma janela crítica do tempo em que eles vão preparar o terreno para a próxima fase desta guerra”, disse Biden. Segundo ele, os EUA e seus aliados estão avançando “o mais rápido possível” para fornecer equipamentos e armas a Kiev.

Na semana passada, a Rússia ameaçou os EUA para “consequências imprevisíveis” caso Washington continuasse transferindo armas a Kiev. A ameaça foi descoberta pelo jornal Washington Post, que obteve  uma cópia de correspondência diplomática enviada por Moscou à Casa Branca.

“Pedimos aos Estados Unidos e seus aliados que parem com a militarização irresponsável da Ucrânia, que implica em consequências imprevisíveis para a segurança regional e internacional”, diz a nota com data da última terça-feira, 12.

Outros 500 milhões de dólares também serão fornecidos em assistência econômica ao governo ucraniano, anunciou o presidente. Segundo uma autoridade do Departamento do Tesouro americano, ouvida pelo New York Times, o valor deve ser usado em salários, pensões e outros programas necessários para evitar o agravamento da situação humanitária na Ucrânia.

Após quase oito semanas de guerra na Ucrânia, mais de 5 milhões de pessoas fugiram do país, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). O número já ultrapassa em 1 milhão as piores previsões do órgão. Quando o volume de refugiados atingiu 4 milhões, em 30 de março, já marcou a maior crise de refugiados da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Além da ajuda militar e econômica, o presidente também anunciou a proibição de navios afiliados à Rússia de entrar em portos dos EUA.

“Isso significa que nenhum navio, nenhum navio que navegue sob a bandeira russa ou que seja de propriedade ou operado por interesses russos poderá atracar nos portos dos Estados Unidos ou acessar nossas costas”, disse o democrata. “Este é mais um passo crítico que estamos dando em conjunto com nossos parceiros na União Europeia, Reino Unido, Canadá e outros, para negar à Rússia os benefícios do sistema econômico internacional que eles tanto desfrutaram no passado”.

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