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Biden aciona lei de guerra para aliviar a escassez de leite em pó infantil

O presidente dos Estados Unidos tomou medidas urgentes contra a falta do alimento para bebês, que se tornou uma crise de saúde pública em seu governo

Por Da Redação 19 Maio 2022, 12h38

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tomou medidas urgentes na quarta-feira, 18, para lidar com a escassez nacional de leite em pó infantil. Para aumentar a produção e acelerar remessas do produto, o chefe de Estado recorreu ao Departamento de Defesa nacional.

O alimento foi retirado do mercado nos últimos meses por conta da paralisação da fábrica Abbott Nutrition, fornecedora acusada de comercializar leite contaminado.

Em resposta à crise, Biden invocou a Lei de Produção de Defesa, da época da Guerra da Coréia, para permitir que os fornecedores de componentes de fórmula infantil, como é conhecido leite em pó para bebês nos Estados Unidos, dessem prioridade aos fabricantes do produto. A medida ajudaria a aumentar a oferta e agilizar a cadeia de suprimentos. 

Em publicação no Twitter, Biden disse que está fazendo todo o possível para garantir que o produto chegue rapidamente às famílias que mais precisam.

“Sei que os pais de todo o país estão preocupados em encontrar fórmula infantil suficiente para alimentar seus bebês – como pai e avô, sei o quão estressante isso é”, declarou o presidente. 

A Casa Branca informou que aviões do Departamento de Defesa serão utilizados para transportar leite em pó do exterior, acelerando a importação e distribuição do produto, da mesma forma que fez com material médico durante o início da pandemia. Atualmente, os Estados Unidos produzem 98% do leite em pó que consomem.

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Com a inflação no maior patamar em 40 anos, e com as taxas de aprovação cada vez mais baixas do presidente estadunidense, a crise do leite em pó virou um desaste político no governo Biden. O líder da Casa Branca tem enfrentado críticas da oposição devido ao efeito da economia sobre a população mais pobre.

O desaparecimento do leite em pó para bebês tem ameaçado a saúde de bebês e de pessoas que dependem do produto para se alimentar. Atribuído principalmente a um suposto problema de contaminação bacteriana em uma fábrica da Abbott Nutrition em Michigan, a escassez do leite tem afetado principalmente pessoas mais pobres.

Além disso, populações minoritárias como negros, hispânicos e asiáticos são as que mais usam a fórmula infantil nos primeiros meses de vida de seus filhos.

Em fevereiro, a fabricante do produto foi acusada da morte de dois bebês, que sofreram infecção bacteriana após a ingestão do leite. Apesar de uma investigação ter apontado que o produto não tinha relação com as mortes, ele foi retirado do mercado. Depois de três meses, a fábrica ainda não voltou a operar, pois depende da autorização da FDA, agência federal de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

A inflação histórica e dificuldades na cadeia de suprimentos, como a escassez de alguns ingredientes, embalagens e mão de obra, também tem sido apontados como causadores do sumiço do alimento do mercado.

Tomando suas próprias medidas, a Câmara americana aprovou um pacote emergencial de US$ 28 milhões para a FDA, agência que regula o produto, e um projeto de lei para afrouxar as restrições sobre a compra de fórmula por meio do programa federal de ajuda alimentar.

A seis meses das eleições para o Congresso, membros do partido de Biden temem uma disputa difícil diante das recentes críticas ao governo do presidente. Na tentativa de enfraquecer ainda mais o democrata, republicanos tentam vincular a escassez de fórmula a outras questões, como políticas em relação às fronteiras do país e até mesmo esforços para reduzir as overdoses de drogas no país.

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