Bersani toma iniciativa de formar governo e propõe reformas

Líder da centro-esquerda diz estar consciente da "dramática" situação do país

Por Da Redação - 26 fev 2013, 19h43

O líder da centro-esquerda italiana, Pier Luigi Bersani, prometeu nesta terça-feira tentar formar um governo que responda à forte demanda por mudança demonstrada pelo inconclusivo resultado das eleições no país. Também pediu aos outros partidos que assumam suas responsabilidades. “É claro que quem não pode garantir a governabilidade não pode dizer que venceu. Nós não vencemos, mesmo tendo chegado em primeiro lugar, e essa é a nossa decepção. Mas não vou abandonar o navio”, disse a jornalistas, em suas primeiras declarações públicas depois do pleito realizado no domingo e na segunda-feira.

O resultado da votação mostrou sua coalizão com maioria na Câmara Baixa, mas incapaz de assumir o controle do Senado. Ele disse estar consciente “do caráter dramático da situação e dos riscos que o país corre”. E pediu a Beppe Grillo, comediante que conseguiu um surpreendente terceiro lugar nas eleições, que diga “o que ele quer para o país”.

Para Bersani, o resultado verificado nas urnas mostrou que as políticas de austeridade por si só não são a resposta para a crise e acrescentou: “O alarme está tocando também para a Europa”. O líder do Partido Democrático ressaltou a necessidade de se realizar mudanças no país e enumerou uma série de medidas que pretende levar ao Parlamento dentro de seu programa de governo: uma reforma da educação, uma nova legislação partidária, uma reforma da “moralidade pública e privada”, a defesa dos setores mais expostos à crise econômica e uma nova política europeia para o trabalho. Mas descartou a possibilidade de se lançar em um “balé diplomático” para obter uma maioria absoluta no Parlamento, particularmente com o Povo da Liberdade (PdL) de Berlusconi.

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“Nós, de qualquer forma, recebemos uma grande responsabilidade. Somos uma coalizão majoritária em votos e cadeiras na Câmara e majoritária em votos no Senado, com maioria relativa em cadeiras”, afirmou Bersani. “Nossa primeira responsabilidade é a de ser força motriz de uma mudança no Parlamento”, acrescentou o líder da centro-esquerda, que tinha uma grande vantagem no início da disputa, mas terminou com uma vitória apertada sobre a aliança do ex-premiê Silvio Berlusconi.

“Para nós se trata de perceber com simplicidade e consciência o que sai destas eleições, insistindo na vontade de sermos úteis ao nosso país. Nós, de todas as maneiras, recebemos um grande senso de responsabilidade. Somos uma coalizão majoritária em votos e cadeiras na Câmara e majoritária em votos no Senado, com maioria relativa em cadeiras”, afirmou Bersani. “Nossa primeira responsabilidade é a de ser força motriz de uma mudança no Parlamento”, acrescentou o líder da centro-esquerda, que conseguiu uma vitória mais apertada que o esperado em relação a Silvio Berlusconi.

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“Estamos diante do quadro mais complexo, e é necessário um mecanismo de defesa moral e econômica para o país. Acho que nós, os progressistas, seremos um ponto de referência. É necessário alguém que leve o governo, e eu me candidato”, disse.

(Com agência EFE)

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