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Berlusconi se recupera em pesquisas e pode forçar aliança

Centro-esquerda tem 33% das intenções de voto, contra 27,2% de ex-premiê

Por Da Redação 18 jan 2013, 19h25

Uma recuperação do quatro vezes primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi nas pesquisas de intenção de voto na Itália mexeu com a disputa eleitoral no país. A pouco mais de um mês das eleições, a coalizão de Berlusconi diminuiu a distância para a coalizão de centro-esquerda de Pier Luigi Bersani, que lidera as pesquisas.

Segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira, a aliança entre o Partido Democrático e o Esquerda, Ecologia, Liberdade tem 33% das intenções de voto, contra 34,9% de uma semana atrás. Já a aliança de Berlusconi tem 27,2% (25,3%) e o bloco de Monti, 13,7%, contra 15,7% da última semana. Se as urnas confirmarem as previsões, o Partido Democrático poderá ser obrigado a buscar um pacto com o bloco do atual premiê Mario Monti, de centro.

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A recuperação de Berlusconi ocorre depois que ele passou a aparecer em praticamente todos os debates na TV italiana. Nos programas, o bilionário de 76 anos mesclou ataques furiosos contra o governo tecnocrata de Monti, a Alemanha e a esquerda, prometendo restaurar o crescimento e acabar com um tributo sobre propriedades. O crescimento de Berlusconi lembra o de 2006, quando o extravagante showman recuperou 10 pontos percentuais nas pesquisas e quase roubou de Romano Prodi o que parecia ser uma vitória garantida a um mês das eleições.

Reputação – No entanto, até agora, apesar dos resultados similares em vários levantamentos recentes, parece haver poucas chances de Berlusconi conquistar um quinto mandato, depois que a série de escândalos e a crise financeira o obrigaram a renunciar em 2011. “Desta vez, a capacidade de Berlusconi encenar uma volta é limitada”, avaliou Maurizio Pessato, vice-presidente do instituto SWG, que realizou a pesquisa divulgada nesta sexta. “Berlusconi perdeu muita credibilidade, mais do que a que tinha na votação de 2006, por causa do fracasso de seu governo em 2011 e de seus escândalos pessoais.”

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Caso o cenário das pesquisas se repita no resultado da eleição, a coalizão de centro-esquerda teria uma maioria sólida na Câmara Baixa. Mas, devido a peculiaridades da legislação eleitoral, Berlusconi poderia perder para a centro-esquerda na contagem nacional e ainda assim obter cadeiras suficientes para impedir a formação de maioria no Senado, onde o voto é calculado região por região.

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Acordo – A centro-direita tradicionalmente controla a maioria das regiões populosas da Itália, como a Lombardia, o Vêneto e a Sicília, que recebem mais cadeiras no Senado. Diante disso, a centro-esquerda poderia buscar o apoio de Monti para garantir mais apoio.

Ex-comissário europeu, Monti recebeu o apoio de investidores e credores estrangeiros por ter restaurado a credibilidade financeira da Itália, e qualquer papel que tenha em um governo futuro provavelmente será bem recebido pelos mercados. Monti e Bersani evitam comentar diretamente a possibilidade de criarem uma aliança, mas deram indícios de que podem estar prontos para trabalhar nisso depois da eleição de 24 e 25 de fevereiro, e o avanço de Berlusconi está tornando isso mais provável.

(Com agência Reuters)

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