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Berlusconi é condenado a serviços comunitários em asilo

O ex-primeiro-ministro italiano foi condenado por fraude fiscal em uma aquisição de direitos televisivos comprados por sua empresa Mediaset

Por Da Redação - 15 abr 2014, 08h33

Um tribunal italiano condenou o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi a cumprir um ano de serviço comunitário em um asilo como pena por crime de evasão fiscal, informou uma fonte do Judiciário à agência Reuters nesta terça-feira. A corte de Milão deve divulgar um comunicado com os detalhes da sentença ainda nesta terça-feira. Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, o ex-premiê deve trabalhar pelo menos um dia e meio por semana em uma casa para idosos e deficientes em Cesano Boscone, nos arredores de Milão, num local próximo onde Berlusconi mora.

Berlusconi foi condenado por fraude fiscal em uma transação de compra de direitos televisivos adquiridos por sua empresa de comunicação Mediaset, informa a rede britânica BBC. Alguns idosos da Fondazione Sacra Famiglia (Fundação Sagrada Família), local onde o ex-primeiro-ministro vai trabalhar, não aprovaram a sentença e afirmaram à imprensa italiana que não gostariam de conviver com Berlusconi em suas atividades cotidianas.

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“Il Cavaliere”

A honraria, que tem suas origens na época em que a Itália ainda era uma monarquia, costuma ser concedida para italianos que se destacam em áreas como agricultura, indústria e comércio. À época em que foi nomeado pelo então presidente Giovanni Leone, Berlusconi ainda não havia entrado para a política, mas já era um bem-sucedido empresário do setor de mídia e do ramo imobiliário. Atualmente, mais de 500 pessoas fazem parte da ordem e podem usar o título de Cavaleiro do Trabalho.

Em março, a Suprema Corte de Cassação da Itália, a mais alta instância do Judiciário do país, decidiu confirmar a pena de Berlusconi que determina seu afastamento de cargos públicos e a suspensão do seu direito de concorrer em uma eleição por um período de dois anos. A sentença decretou o fim da intenção de Berlusconi de se candidatar nas eleições ao Parlamento Europeu em maio, algo que ele vinha considerando.

(Com agência Reuters)

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