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Barrado no Caribe, cruzeiro com casos de coronavírus atracará em Cuba

Havana afirma que é hora de 'cooperação internacional' para enfrentar o vírus; país tem quatro casos confirmados

Por Da Redação - 16 mar 2020, 16h43

Depois de ter sido proibido de aportar nas Bahamas e em Barbados por conta de cinco casos confirmados a bordo de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, o cruzeiro britânico MS Braemar recebeu nesta segunda-feira, 16, permissão do governo cubano de atracar na ilha.

O Reino Unido, por sua vez, enviará a Cuba aviões para repatriar os passageiros da embarcação. Segundo o ministro das Relações Exteriores da ilha, Bruno Rodríguez, o pedido foi feito diretamente pelo governo britânico e, “uma vez que os viajantes cheguem a Cuba, eles irão retornar de forma segura e imediata ao Reino Unido”.

A embarcação, com 682 viajantes e 381 tripulantes a bordo, colocou em isolamento mais 40 pessoas que desenvolveram sintomas de gripe, como febre e tosse, além dos cinco passageiros com coronavírus. “Nenhum porto caribenho está aceitando receber o navio por temerem o Covid-19”, afirmou a empresa Fred Olsen Cruise Lines, dona da embarcação, em um comunicado.

“Medidas sanitárias estabelecidas nos protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde Pública de Cuba serão adotadas para receber passageiros e tripulantes”, afirmou Rodríguez. Em Cuba, há quatro casos confirmados da doença, mas nenhum deles de transmissão local, segundo a OMS. “São tempos de solidariedade, de entender a saúde como um direito humano, de reforçar a cooperação internacional para enfrentar nossos desafios comuns”, concluiu o chanceler.

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Os voos com os passageiros britânicos deverão pousar no Reino Unido na quarta-feira, 18, segundo a Fred Olsen Cruise Lines. A data, porém, pode ser alterada. O Ministério das Relações Exteriores britânico disse que está trabalhando contra o relógio para realizar a retirada dos passageiros.

Além dos britânicos, há dentro do navio pessoas de nacionalidade canadense, australiana, belga, colombiana, irlandesa, italiana, japonesa, holandesa, neozelandesa, norueguesa e sueca. Segundo a CNN, grande parte dos passageiros é idosa, justamente o grupo de risco da doença.

Desde que a pandemia de coronavírus se iniciou em dezembro de 2019 na China, diversos cruzeiros começaram a enfrentar dificuldades em aportarem após a descoberta de passageiros com sintomas. O caso mais emblemático foi o do Diamond Princess, com 697 infectados e sete mortes, que ficou sob quarentena por semanas no Japão.

Apesar de a China ter controlado os casos internamente, diagnosticando apenas 20 novos casos – 16 vindos do exterior – no sábado 14, a doença continua a ascender no mundo. Segundo o boletim diário da OMS, somente no domingo 15 foram identificados 10.955 novos infectados, elevando o total a 72.469 fora de território chinês. Um levantamento em tempo real feito pela Universidade Johns Hopkins diz que o número de casos no mundo já ultrapassou o total da China em mais de 7.000 casos.

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(Com AFP)

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