Veja Digital - Plano para Democracia: R$ 1,00/mês

Bangladesh: 40 mil famílias de rohingyas estão vulneráveis

Agência de refugiados da ONU revela que mais de um terço dos rohingyas que fugiram da violência em Mianmar "precisam de assistência específica e imediata"

Por Da redação Atualizado em 7 nov 2017, 18h57 - Publicado em 7 nov 2017, 18h54

Uma de cada três famílias de refugiados rohingyas em Bangladesh se encontra em situação de vulnerabilidade e “precisa de assistência específica e imediata”, alertou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) nesta terça-feira. A agência chegou a esta conclusão ao terminar a primeira fase do levantamento dos refugiados da etnia: 120.284 famílias, que reúnem 517.643 pessoas, revelou em entrevista coletiva a porta-voz da agência, Duniya Aslam Khan.

O estudo, realizado pela Acnur e a Comissão para a Libertação e Divisão de Refugiados de Bangladesh, teve como foco o campo de Kutupalong e proximidades, além de acampamentos improvisados em Balu Khali. A análise também concluiu que 72% dos refugiados chegaram ao país depois do início da onda de violência em Mianmar contra a minoria muçulmana.

Entre as famílias consideradas vulneráveis, 14% são compostas por mães solteiras e seus filhos, segundo informações divulgadas pela porta-voz. Também existe uma quantidade expressiva de idosos e crianças desacompanhadas, algumas delas incumbidas de cuidar dos irmãos menores. De acordo com o Acnur, 54% dos refugiados são menores de idade.

A violência explodiu em 25 de agosto, quando os rebeldes do Exército de Salvação Rohingya de Arakan (ARSA, na sigla em inglês), que afirmam defender a minoria muçulmana, atacaram dezenas de delegacias de polícia. O Exército birmanês reagiu com uma grande operação em Rakhine, área pobre e remota do país, o que obrigou a fuga de dezenas de milhares de pessoas. Segundo Zeid Ra’ad al Hussein, diretor da Acnur, os episódios de violência poderiam configurar “limpeza étnica”. Os ataques “possivelmente equivalem a crimes contra a humanidade”, disse Hussein.

Continua após a publicidade

Conselho de Segurança

Na segunda-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou de forma unânime uma declaração condenando veementemente a violência contra os rohingya, na qual cobra que o governo de Mianmar “garanta que não haja o uso excessivo da força militar em Rakhine” e respeite os direitos humanos. De acordo com o jornal Washington Post, a China, país que tem poder de veto no Conselho de Segurança, e é aliada a Mianmar, se opôs a uma resolução mais contundente.

“Trata-se de uma mensagem forte e unanime para acabar com a limpeza étnica que acontece diante dos nossos olhos em Mianmar”, disse o embaixador francês na ONU, Fracois Delattre. O diplomata, ao lado de seu par britânico no órgão, Jonathan Allen, classificou a onda de violência contra os rohingyas como “uma das piores crises humanitárias de nossos tempos”.

(com EFE) 

 

 

 

 

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Plano para Democracia

- R$ 1 por mês.

- Acesso ao conteúdo digital completo até o fim das eleições.

- Conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e acesso à edição digital da revista no app.

- Válido até 31/10/2022, sem renovação.

3 meses por R$ 3,00
( Pagamento Único )

Digital Completo



Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)