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Ban Ki Moon eleva o tom contra regime de Assad

Representantes da ONU se dizem 'desapontados' com onda de repressão da autoridade do país e dizem que 'o povo sírio quer ação'

Por Da Redação 7 jun 2012, 19h14

A crescente onda de truculência por parte do regime de Bashar Assad parece ter desapontado os líderes da ONU e da Liga Árabe que trabalham para alcançar a paz da Síria. O regime é acusado pelos massacres ocorridos na quarta e na quinta-feira, de impedir a entrada de observadores na área de um deles e de atacar o comboio da ONU.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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Ban Ki Moon, secretário geral da ONU, foi o mais enfático ao falar do assunto em encontro com jornalistas ao lado de Kofi Annan, emissário da organização para a Síria, e Nabil El-Araby, dirigente da Liga Árabe.

“O regime sírio perdeu sua humanidade fundamental e não tem mais legitimidade”, afirmou Moon.

O sul coreano elevou o tom do discurso ao lembrar os massacres. “São indicativas de um padrão que equivale a crimes contra a humanidade. O povo sírio está sangrando. Está com raiva. Ele quer paz e dignidade; mas do que isso, ele quer ação”, afirmou.

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Fracasso – Durante seu discurso no Conselho de Segurança, ocorrido mais cedo, Moon afirmou que, enquanto persistirem os ataques na Síria, não há possibilidade do plano de paz idealizado pelo enviado especial para o país árabe, Kofi Annan, ter sucesso.

Ele pressionou os países-membros a atuar de maneira conjunta para interromper o aumento da violência na Síria, num momento em que as “possibilidades de êxito do plano de paz estão desaparecendo.”

Discurso – Kofi Annan também foi duro ao falar da atual situação na Síria, principalmente em função dos massacres de Hula e de Al Qubeir.

O enviado especial frisou “a responsabilidade de Damasco” no aumento da violência e no descumprimento do plano de paz. O ex-secretário-geral da ONU também insistiu, como já tinha feito horas antes na Assembleia Geral do organismo, que a comunidade internacional deve se movimentar “em uníssono” e alertou que as ações individuais só provocam “divisões”.

Segundo fontes do Conselho de Segurança, a reunião desta quinta-feira, que teve a participação da subsecretária geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, e do subsecretário-geral para Operações de Paz, Hervé Ladsous, foi realizada para se conhecer o grau de cumprimento do plano de paz de Annan por parte dos diferentes atores no conflito sírio.

(Com agência EFE)

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