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Ban Ki-moon afirma estar preocupado com violência na Síria

Por Da Redação 15 abr 2012, 17h37

Bruxelas, 15 abr (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, manifestou neste domingo sua ‘preocupação’ com a persistência da violência governamental na Síria após a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas para enviar a primeira equipe de observadores ao país.

‘É importante, absolutamente importante, que o Governo sírio empregue todos os meios para manter a cessação da violência. Estou muito preocupado com o que está ocorrendo ontem e hoje no país’, indicou o secretário-geral ao se referir aos ataques que o Governo sírio mantém na cidade de Homs.

Ban fez essas declarações em uma entrevista coletiva ao lado primeiro-ministro belga, Elio Di Rupo, em Bruxelas, onde neste domingo iniciou uma visita oficial.

‘Peço outra vez, nos termos mais firmes possíveis, que esta cessação da violência seja mantida’, insistiu Ban, embora tenha reconhecido que ‘o mundo todo esta desacreditando que este cessar-fogo (decretado na última quinta-feira) consiga se sustentar’.

O secretário-geral da ONU afirmou que a equipe de 30 observadores que recebeu o sinal verde do Conselho de Segurança ‘já deve estar em Damasco’.

‘Espero que haja calma, estabilidade e paz para que eles possam desempenhar seus trabalhos’, acrescentou Ban, que indicou que apresentará suas propostas concretas para o envio de uma missão completa, composta de 250 observadores, na próxima quinta-feira.

‘Espero que o Conselho de Segurança tome uma decisão sobre isso o mais rápido possível para que sejam enviados rapidamente’, disse.

‘A ONU seguirá mobilizando ajuda humanitária e recursos’, garantiu o secretário-geral, que lembrou que na próxima sexta-feira haverá uma reunião do fórum de ajuda humanitária para a Síria em Genebra.

‘Esperamos um apoio generoso e que a assistência possa chegar à população civil síria. Há pelo menos um milhão de deslocados na Síria, e milhares de refugiados nos países vizinhos, como a Jordânia e o Líbano’, apontou Ban, que enfatizou que ‘estes são desafios que requerem ações imediatas’. EFE

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